Uma pequena área no Vale do Jequitinhonha se tornou o centro de uma disputa que envolve dois grandes projetos de mineração de lítio. Em Itinga, cerca de seis hectares são reivindicados pelas canadenses Sigma Lithium e Lithium Ionic, que travam uma batalha judicial pelo direito de explorar o terreno.
O caso ganhou novo elemento em outubro de 2026, quando uma perícia apontou que o projeto de mina subterrânea planejado pela Lithium Ionic apresenta viabilidade econômica. A avaliação estimou em R$ 410 milhões o valor presente líquido do empreendimento.
Disputa por 6 hectares chega a uma etapa decisiva
Apesar da dimensão econômica atribuída ao projeto, o montante não representa o preço da área em disputa. Trata-se de uma estimativa relacionada ao potencial financeiro da operação minerária projetada para o local.
Até esta segunda-feira (19), não havia uma decisão definitiva sobre a disputa. Por determinação judicial, tanto a Sigma Lithium quanto a Lithium Ionic estão impedidas de realizar atividades de exploração no terreno.
A controvérsia coloca em evidência o potencial mineral do Vale do Jequitinhonha e o interesse de empresas estrangeiras pelos recursos existentes na região.
ANM deverá analisar laudo sobre projeto de lítio
Com a conclusão da perícia, o processo entra em uma nova fase de avaliação técnica. A Agência Nacional de Mineração (ANM) deverá examinar o laudo produzido no caso, enquanto permanece a restrição judicial sobre a exploração da área.
A análise poderá ser importante para os próximos passos envolvendo o projeto da Lithium Ionic. Até que haja uma definição, porém, os R$ 410 milhões permanecem como uma projeção econômica vinculada à possível operação, e não como valor atribuído aos seis hectares.


