A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) está analisando R$ 1,16 bilhão em investimentos declarados pela Vale na Estrada de Ferro Carajás (EFC). A fiscalização busca verificar os valores apresentados pela companhia e definir quais aportes podem ser reconhecidos dentro do contrato de concessão da ferrovia.
A auditoria faz parte do acompanhamento realizado pela agência reguladora sobre os contratos de concessão ferroviária. O trabalho envolve a conferência das informações fornecidas pela empresa e a avaliação dos investimentos que poderão ser considerados no âmbito contratual.
Fiscalização avalia investimentos declarados pela Vale
A análise da ANTT tem como objetivo conferir se os valores informados pela Vale correspondem aos investimentos realizados na infraestrutura ferroviária e se atendem aos critérios previstos no contrato de concessão.
A fiscalização pode envolver documentos, registros financeiros e informações relacionadas às obras e melhorias realizadas na ferrovia. O procedimento permite à agência avaliar a composição dos valores apresentados pela concessionária antes de qualquer eventual reconhecimento contratual.
A abertura de uma auditoria, no entanto, não significa que a ANTT tenha identificado irregularidades nos investimentos. Trata-se de uma etapa de fiscalização e verificação das informações prestadas pela empresa.
Estrada de Ferro Carajás é estratégica para a mineração
Com cerca de 900 quilômetros de extensão, a Estrada de Ferro Carajás conecta a região de Carajás, no Pará, ao terminal portuário de Ponta da Madeira, em São Luís, no Maranhão.
A ferrovia é uma das principais rotas utilizadas para o escoamento do minério de ferro produzido pela Vale na região. Por isso, investimentos em sua infraestrutura têm impacto direto sobre a capacidade logística da cadeia mineral e sobre o transporte de grandes volumes de carga até o mercado externo.
A fiscalização dos investimentos também integra o papel da ANTT de acompanhar a execução dos contratos de concessão e verificar o cumprimento das obrigações assumidas pelas empresas responsáveis pelas ferrovias.
O resultado da auditoria poderá esclarecer quais dos R$ 1,16 bilhão declarados pela Vale serão efetivamente reconhecidos pela agência dentro do contrato de concessão da Estrada de Ferro Carajás.

