O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) reconheceu 35 iniciativas na 7ª edição do Prêmio Boas Práticas na Mineração do Brasil, realizada na terça-feira (20), em Belo Horizonte (MG). A premiação destacou projetos voltados à inovação, à segurança operacional, à eficiência energética e à conservação ambiental. Ao todo, o evento recebeu 216 trabalhos, dos quais 57 foram selecionados para apresentação, com participação de representantes de 14 estados brasileiros e público superior a 500 pessoas.
A cerimônia reuniu profissionais e especialistas para apresentar soluções técnicas desenvolvidas por empresas do setor mineral. Os projetos abordaram desafios relacionados à proteção dos trabalhadores, à gestão de riscos, ao uso de recursos naturais e à redução dos impactos ambientais das operações.
Vale, Anglo American e outras mineradoras se destacam na premiação

Os trabalhos foram avaliados em sete categorias principais: Saúde e Segurança Ocupacional, Segurança de Processos, Normas Técnicas, Descarbonização e Eficiência Energética, Disposição de Rejeitos e Estéreis, Recursos Hídricos e Natureza Positiva.
A Vale, a Anglo American e outras empresas do setor tiveram projetos reconhecidos em diferentes áreas. Entre os destaques estão iniciativas para reduzir a exposição de trabalhadores a riscos, aprimorar o monitoramento de estruturas, otimizar análises laboratoriais e ampliar a eficiência no uso de energia e água.
Na categoria de descarbonização e eficiência energética, os projetos contemplaram alternativas como a eletrificação de equipamentos, a substituição parcial de caminhões a diesel por modelos elétricos e melhorias nos processos de perfuração e desmonte de rochas. Já na área de recursos hídricos, foram premiadas soluções de recirculação e recuperação de água utilizada nas operações minerais.
A categoria Natureza Positiva reconheceu iniciativas voltadas à conservação da biodiversidade, incluindo a proteção de espécies vegetais dos campos rupestres sobre canga e ações de restauração ambiental.
IBRAM destaca melhoria contínua e compartilhamento de conhecimento
Durante o evento, a presidente do Conselho Diretor do IBRAM e presidente da Anglo American Brasil, Ana Sanches, ressaltou a importância da evolução permanente das práticas adotadas pela indústria mineral.
“Quando a gente fala em boas práticas, automaticamente eu penso em melhoria contínua. Não tem como tantas mentes brilhantes estarem pensando em ideias e em como fazer algo melhor sem acreditar que isso é possível. Sempre tem algo que podemos fazer diferente, fazer melhor. Quando vi a quantidade de categorias na premiação, pensei nessa amplitude, na dimensão que temos e em como podemos ter uma atuação cada vez melhor. Eu valorizo muito quem pratica a melhoria contínua”, avaliou.
O diretor de Assuntos Minerários do IBRAM, Julio Nery, também destacou o valor da troca de experiências entre as empresas. “As empresas entenderam a importância de compartilhar os seus projetos. Disseminar boas práticas é evoluir com a indústria mineral brasileira”, disse.
A dimensão da premiação foi reforçada pelos números desta edição, que envolveu 537 autores, 35 avaliadores e 18 horas de programação distribuídas em 12 eixos temáticos. Para o diretor de Comunicação, Projetos e Serviços do Instituto, Paulo Henrique Soares, a diversidade dos participantes também merece destaque.
“Além dos números, é superimportante destacarmos a participação de empresas de tamanhos e produtos diferentes e de várias regiões do Brasil, sendo reconhecidas pelo trabalho e desempenho técnico”, afirmou.
Realizado a cada dois anos desde 2012, o prêmio integra as ações do IBRAM para estimular a disseminação de soluções técnicas e incentivar a melhoria contínua na mineração. A edição de 2026 também faz parte das comemorações dos 50 anos do Instituto.
Veja a lista completa de vencedores: 7ª edição do Prêmio Boas Práticas na Mineração do Brasil


