Usiminas registra crescimento de 6% no EBITDA no 3T25, mas enfrenta desafios com importações excessivas

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A Usiminas apresentou um desempenho financeiro sólido no terceiro trimestre de 2025, com crescimento de 6% no EBITDA, alcançando R$ 434 milhões. Esse resultado foi impulsionado por menores custos e redução de despesas na unidade de siderurgia, além do aumento nos volumes e preços de vendas na unidade de mineração. No entanto, a empresa enfrentou um prejuízo de R$ 3,5 bilhões devido a lançamentos contábeis de R$ 3,6 bilhões que não impactaram o caixa.

Fluxo de caixa e dívida líquida da Usiminas

Apesar do prejuízo contábil, a Usiminas teve um Fluxo de Caixa Operacional Líquido positivo de R$ 878 milhões, principalmente em função da redução de R$ 586 milhões no Capital de Giro. A companhia também celebrou um grande avanço na gestão de sua dívida, reduzindo-a em 68,7%, com uma dívida líquida de apenas R$ 327 milhões no final do trimestre. Esse resultado coloca a empresa em um patamar favorável, com o indicador de dívida líquida/EBITDA atingindo 0,16x, o menor nível desde o final de 2023.

Além disso, a Usiminas concluiu a recompra de US$ 206 milhões dos bonds com vencimento em 2026 e R$ 160 milhões da 9ª emissão de debêntures, reafirmando seu compromisso com a disciplina financeira.

Desempenho operacional no 3T25

A receita líquida da Usiminas no terceiro trimestre de 2025 foi de R$ 6,6 bilhões, mantida em relação ao trimestre anterior. A unidade de Mineração se destacou, com aumento de 1,8% nos volumes de vendas e crescimento de 2,5% na receita líquida por tonelada, refletindo o aumento do preço de referência do minério de ferro e uma redução nos descontos aplicados sobre os produtos vendidos. Contudo, o efeito da desvalorização de 3,8% do dólar frente ao real no período limitou parcialmente esses ganhos.

Já a unidade de Siderurgia registrou uma queda de 3,5% na receita líquida por tonelada, embora tenha compensado parcialmente com aumento de 2,3% nos volumes de vendas.

Impacto das importações no Setor Siderúrgico

Apesar do aumento no volume de vendas, a Usiminas se mantém cautelosa quanto ao cenário atual de importações excessivas, especialmente de aço da China. As importações de aços planos aumentaram 33,1% nos primeiros nove meses de 2025, em comparação ao mesmo período do ano passado, impactando diretamente a competitividade do setor nacional. Dados de outras indústrias, como o setor automotivo e de máquinas, também mostram crescimentos expressivos nas importações, gerando um desequilíbrio no mercado interno.

Esses dados ressaltam a ameaça de uma competição desleal, algo que a Usiminas destaca com preocupação. O governo brasileiro já iniciou investigações preliminares de antidumping para combater essas práticas. A empresa confia que as autoridades tomarão medidas eficazes para restabelecer um ambiente competitivo justo, similar ao que já ocorreu nos Estados Unidos, Europa e México, protegendo assim a indústria e os empregos nacionais.

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