A mineradora australiana Centaurus Metals identificou 21 novos alvos com potencial para exploração de cobre e ouro na região de Carajás, no Pará. Os resultados fazem parte de uma campanha de pesquisas geológicas em uma área de aproximadamente 75 quilômetros quadrados, próxima a operações minerais da Vale.
A descoberta amplia as perspectivas de exploração da companhia em uma das principais províncias minerais do país. Do total de alvos identificados, oito estão em Rio Novo, área incorporada ao projeto no fim de 2025, e outros 13 foram mapeados em Boi Novo, onde a empresa já desenvolvia pesquisas. Com a expansão, a área de exploração da Centaurus na região praticamente dobrou.
Amostras indicam altas concentrações de cobre e ouro
Entre os resultados destacados pela companhia estão amostras históricas de rocha coletadas na área de Solimões, com concentrações de até 17,2% de cobre e 14,3 gramas de ouro por tonelada. Em Juruá, novas amostragens identificaram teores de até 45 gramas de ouro por tonelada.
A empresa também identificou dois possíveis corredores de mineralização de cobre, cada um com aproximadamente cinco quilômetros de extensão. A campanha incluiu a coleta de mais de 4.500 amostras de solo, além de levantamentos geofísicos e mapeamento geológico.
Os resultados permitiram selecionar áreas prioritárias para a próxima fase de investigação. Apesar dos teores identificados, os alvos ainda precisam passar por sondagens para avaliar a continuidade, a profundidade e as características da mineralização. Portanto, os dados não confirmam, neste estágio, a existência de depósitos economicamente viáveis.
Sondagens devem avaliar o potencial dos novos alvos
Localizado a cerca de 30 quilômetros de Parauapebas, o projeto está próximo de estruturas industriais ligadas à mineração. Segundo a Centaurus, as áreas pesquisadas ficam a aproximadamente 35 quilômetros de uma instalação de carregamento de cobre e ouro da Vale e a menos de 20 quilômetros de uma planta de processamento de cobre da CoreX.
Essa proximidade pode favorecer a logística de um eventual desenvolvimento comercial, caso as etapas seguintes confirmem a viabilidade dos recursos minerais.
A companhia informou que prepara uma nova campanha de sondagens para investigar os alvos de Boi Novo e Rio Novo. Até o momento, porém, não divulgou o cronograma nem o investimento previsto para os trabalhos.
Além dos ativos de cobre e ouro, a Centaurus mantém o projeto Jaguar, voltado à exploração de níquel e considerado um dos principais empreendimentos brasileiros em desenvolvimento para esse mineral. De acordo com o diretor-presidente da empresa, Darren Gordon, avançar com Jaguar até uma decisão final de investimento continua sendo a principal prioridade corporativa, enquanto a companhia busca ampliar o potencial de seu portfólio mineral.

