O relacionamento construído nos bastidores do mercado de máquinas pesadas ganhou mais uma edição com o 5º Encontrão do Tchê, evento que reuniu cerca de 350 pessoas em um encontro privado entre empresários, operadores, profissionais e amigos ligados aos segmentos de máquinas e caminhões. Com forte presença do setor de mineração, a iniciativa reforça uma proposta que acompanha a trajetória de Jefferson Agostinelli, conhecido nas redes sociais como Fala Tchê.
O encontro nasceu justamente da relação criada ao longo dos anos entre o influenciador e profissionais de diferentes regiões do Brasil. Segundo Jefferson, a ideia surgiu de maneira espontânea, depois que amigos que trabalham com máquinas pesadas começaram a visitá-lo e perceberam a possibilidade de reunir, em um mesmo espaço, pessoas que normalmente se encontram apenas em feiras, operações, fábricas e eventos do setor.
A proposta do encontro é fortalecer justamente essa rede de relacionamento. O público envolve pessoas que atuam com equipamentos e operações nos mais diferentes setores, como mineração, construção civil, agronegócio e atividades florestais.
Do hobby à referência no mercado de máquinas pesadas
A trajetória de Jefferson no segmento começou há cerca de seis anos, quando passou a produzir conteúdo na internet mostrando máquinas, caminhões e equipamentos pesados. Na época, segundo ele, ainda era pouco comum encontrar no Brasil alguém que acompanhasse marcas e operações dessa maneira, viajando pelo país e apresentando equipamentos diretamente ao público.
O que começou como um hobby acabou se transformando em uma nova forma de comunicação entre fabricantes, empresas e profissionais do setor. “Foi uma oportunidade para mostrar várias marcas durante pandemia”, relatou.
A aproximação com as fabricantes aconteceu gradualmente. Jefferson passou a produzir conteúdos para empresas que queriam apresentar equipamentos, soluções e tecnologias para públicos ligados à mineração, construção e outros segmentos.
Entre as marcas que fizeram parte dessa trajetória está a Caterpillar. Jefferson conta que a empresa foi uma das pioneiras nesse modelo de parceria e que, atualmente, ele acompanha a marca no Brasil e em outros países, sem fazer parte do quadro de funcionários.
A atuação também envolve visitas a fábricas, eventos, feiras e operações. Para Jefferson, uma das partes mais importantes do trabalho é justamente conhecer de perto quem está na ponta e mostrar as máquinas e as pessoas que fazem as operações acontecerem. “E o que eu gosto muito é de visitar as operações”, afirmou.
Um encontro que nasceu entre amigos e cresceu pelo Brasil e pelos Estados Unidos
O primeiro encontro aconteceu de forma improvisada, depois que amigos de Santa Catarina, Paraná e São Paulo foram visitá-lo. A ideia evoluiu para uma reunião maior e, nas edições seguintes, o número de participantes cresceu.
Uma das edições chegou a reunir cerca de 300 pessoas em Santa Catarina. Depois, o encontro atravessou as fronteiras brasileiras e chegou aos Estados Unidos, onde Jefferson reuniu brasileiros que trabalham com máquinas pesadas e caminhões.
De volta ao Brasil, o quarto encontro também reuniu aproximadamente 300 pessoas. A quinta edição, realizada agora, chegou a cerca de 350 participantes.
Segundo Jefferson, o evento é fechado e voltado principalmente para empresários e profissionais ligados ao setor. A intenção é criar um ambiente de relacionamento que ultrapasse as negociações comerciais e aproxime quem vive diariamente a realidade das máquinas e das operações.
“O encontro para fortalecer empresários do ramo e todo o time de operação que trabalham com máquinas pesadas da mineração”, explicou.
A mineração ocupa um espaço especial nessa história. Jefferson conta que sua relação com o setor também passa pela família da esposa, ligada à atividade de extração de areia para a construção civil, além das experiências acumuladas ao longo dos anos acompanhando operações e empresas do segmento.
Atualmente, além dos trabalhos com marcas como Caterpillar e Máquina Solo, Jefferson participa de diferentes projetos ligados ao universo de máquinas, agronegócio e mineração. Entre eles está uma websérie produzida para o BTG Pactual, na qual atua como embaixador do agronegócio do banco e visita propriedades rurais para apresentar soluções e tecnologias.
A agenda intensa também inclui viagens para fábricas, eventos e operações. Em uma visita ao Pará, por exemplo, Jefferson conta que teve a oportunidade de conhecer uma operação da Vale e acompanhar de perto máquinas, trabalhadores e iniciativas voltadas à valorização das mulheres na operação.
É nesse contato direto com o setor que o Fala Tchê construiu sua presença nas redes sociais e, ao mesmo tempo, uma rede de relacionamento que hoje reúne profissionais de diferentes partes do Brasil e também de outros países.
Depois de cinco encontros, a próxima edição ainda não tem data definida. Mas a história do evento mostra que a ideia que começou entre amigos ganhou proporção própria e se transformou em um ponto de encontro para quem vive o universo das máquinas pesadas, dos caminhões e das grandes operações.










