A fábrica da BYD em Camaçari, na Bahia, avança na preparação para ampliar a produção nacional de veículos elétricos. Ao completar um ano de operação, o complexo industrial concluiu as obras civis dos galpões de soldagem e pintura e entrou na fase de testes operacionais avançados. A empresa já contratou mais de 1.100 profissionais para atuar nessas unidades e prevê incorporar outros 500 trabalhadores até o fim de 2026.
A expansão integra a estratégia da montadora chinesa para nacionalizar etapas da fabricação de veículos no Brasil. A expectativa é avançar nesse processo até o início de 2027, com a conclusão das estruturas industriais necessárias, incluindo o galpão de estamparia, que também está em construção.
BYD prepara novas contratações e amplia estrutura industrial em Camaçari

A etapa de testes nos galpões de soldagem e pintura ocorre paralelamente ao avanço das obras da unidade de estamparia. A estrutura será parte importante do processo de nacionalização da produção, permitindo ampliar as etapas industriais realizadas no próprio complexo baiano.
A companhia pretende reforçar as equipes de produção nos próximos meses e prevê contratar mais 500 funcionários diretos até dezembro de 2026. A incorporação desses profissionais deverá preparar a fábrica para uma transição acelerada rumo à produção nacional no ano seguinte.
O planejamento da empresa prevê a nacionalização da produção industrial no Brasil até o início de 2027. Para alcançar esse objetivo, a conclusão das instalações e a preparação dos trabalhadores são etapas fundamentais para colocar as novas linhas em operação.
Fábrica da BYD já reúne 9 mil trabalhadores e mira 10 mil empregos diretos
A expansão do complexo também tem repercussão no mercado de trabalho da Bahia. A empresa informa que já conta com 9 mil funcionários diretos e que 90% deles são baianos, sendo a maioria residente em Camaçari. Segundo a companhia, esse contingente faz da BYD o segundo maior empregador do setor industrial do estado.
A meta é encerrar 2026 com pelo menos 10 mil colaboradores diretos. Quando estiver em plena operação, o projeto poderá gerar até 20 mil empregos diretos e indiretos, incluindo oportunidades ligadas à cadeia de fornecedores e aos serviços associados à atividade industrial.
A evolução das contratações mostra a velocidade de crescimento da unidade. A BYD alcançou mil funcionários diretos nos primeiros 60 dias, chegou a 3 mil profissionais seis meses depois e atingiu 5,5 mil trabalhadores após 250 dias de operação. No aniversário de um ano, o complexo chegou à marca de 9 mil empregos diretos.
A empresa também vem ampliando sua capacidade produtiva com a mobilização de novos turnos. Após iniciar as atividades com um turno, a fábrica avançou para o segundo no primeiro trimestre do período seguinte e se prepara para implementar o terceiro ainda em 2026.
Com os novos galpões e o aumento do quadro de funcionários, a BYD busca consolidar a operação baiana como uma plataforma industrial de maior abrangência no Brasil. O avanço da nacionalização dependerá da conclusão das estruturas, da entrada das equipes e do cumprimento do cronograma previsto pela empresa.


