Cade dá sinal verde e Ternium consolida participação na Usiminas

Publicado em

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a aquisição, por parte da Ternium Investments, da totalidade das ações da Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas) detidas pela Nippon Steel Corporation e pela Mitsubishi Corporation, que compõem o Grupo NSC. O acordo foi firmado em julho de 2023, com preço aproximado de US$ 2,06 por ação.

Detalhes da transação

A operação envolve a alienação de 153.135.207 ações, que representam 31,67% das ações vinculadas ao Acordo de Acionistas e 21,71% do total de ações ordinárias de emissão da siderúrgica mineira.

Tanto a Previdência Usiminas (PU), responsável pela administração dos benefícios previdenciários dos empregados da companhia, quanto os demais integrantes do Grupo Ternium — Ternium Argentina S.A., Prosid Investments S.A. e Confab Industrial S.A. — deram consentimento à operação, sem o exercício do direito de preferência.

Nova estrutura de controle

De acordo com fato relevante divulgado pela Usiminas em novembro de 2025, o Grupo Ternium passará a deter aproximadamente 92,95% das ações vinculadas ao Acordo de Acionistas. A Previdência Usiminas manterá participação de 7,05%. O grupo também controlará 71,02% das ações ordinárias da companhia.

Com a conclusão da operação, o Grupo NSC deixará de integrar o bloco de controle e o Acordo de Acionistas da Usiminas. A companhia destacou que os direitos e obrigações da Previdência Usiminas previstos no acordo, incluindo direitos de voto e indicação, permanecem inalterados.

Compromisso da Ternium com a Usiminas

Na época do anúncio, a Ternium afirmou que o investimento adicional reforça seu compromisso com a Usiminas e com o mercado siderúrgico brasileiro. Segundo a empresa, o objetivo é fortalecer a competitividade da companhia e conduzi-la ao seu pleno potencial, em benefício de todos os stakeholders.

Em comunicado ao mercado divulgado nesta quarta-feira (7), a Usiminas informou que continuará mantendo acionistas e o mercado em geral informados sobre os próximos desdobramentos da operação, especialmente no que se refere ao cumprimento das condições precedentes e ao fechamento definitivo do negócio.

Matérias Relacionadas

Mina brasileira de terras raras pode ser 3 vezes maior que a maior da China, afirma CEO

Ore Minerals relata interesse de investidores chineses em projetos brasileiros e destaca o potencial da mina de Rio Negro no mercado de terras-raras

Projeto da Vale prevê mais de 2 mil empregos e coloca Parauapebas diante de nova expansão da mineração

Projeto Alemão da Vale prevê mais de 2 mil empregos diretos na implantação de uma unidade de concentrado de cobre em Parauapebas, no Pará

Ferrovias batem recorde em 2025 e minério de ferro responde por 72% das cargas

Em 2025, as ferrovias brasileiras movimentaram 555,48 milhões de toneladas úteis, com o minério de ferro respondendo por cerca de 72% das cargas

Pará: Projeto Luanga prevê mina com capacidade para processar 10 milhões de toneladas de minério por ano

Projeto Luanga, localizado na região de Carajás, no Pará, prevê implantação de mina, unidade de beneficiamento e metalúrgica, com capacidade para processar até 10 milhões de toneladas de minério por ano

últimas Matérias

Trem da Vale recebe 30 novos vagões e promete mudar viagens entre Maranhão e Pará

Nova frota da Estrada de Ferro Carajás terá 30 vagões, dobrará a capacidade de passageiros e deve entrar em operação até dezembro de 2027 entre Maranhão e Pará

Terras raras no Sul de Minas atraem BNDES e podem movimentar R$ 3,5 bilhões em novo megaprojeto

Projeto Caldeira, entre Poços de Caldas e Caldas, pode ter participação do BNDES e prevê processamento de terras raras no Brasil em meio a acordo de R$ 3,5 bilhões da Lynas

ANM quer dividir fiscalização da mineração com estados e municípios e mira bilhões em royalties

A ANM quer ampliar a fiscalização da mineração com apoio de estados e municípios, monitorar barragens e empreendimentos e reforçar o controle da arrecadação da Cfem

Nióbio pode deixar carros mais leves e seguros e já representa 33% dos negócios da CBMM

Entenda como o nióbio usado em aços automotivos pode aumentar a resistência dos veículos, reduzir o peso e contribuir para a eficiência energética. O setor já representa 33% dos negócios da CBMM