Nióbio pode deixar carros mais leves e seguros e já representa 33% dos negócios da CBMM

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O nióbio vem ganhando espaço na indústria automotiva por contribuir para a fabricação de veículos mais leves, resistentes e eficientes. Desenvolvidas pela CBMM em conjunto com siderúrgicas, montadoras e outros parceiros, as tecnologias que utilizam o metal ajudam a aprimorar a estrutura dos automóveis, com reflexos na segurança dos passageiros e no consumo de combustível ou energia.

A relevância desse mercado aparece nos números da companhia. Atualmente, cerca de 33% dos negócios da CBMM estão relacionados ao setor automotivo. A maior parte das aplicações do nióbio em aços destinados a veículos está concentrada nos modelos leves de passeio, segmento que busca conciliar desempenho estrutural, eficiência energética e redução de peso.

Como o nióbio pode aumentar a segurança dos veículos

Uma das principais aplicações do nióbio está na produção de aços de alta resistência utilizados em partes estruturais dos automóveis. Entre eles estão os aços de Alta Resistência e Baixa Liga (ARBL), os Aços Avançados de Alta Resistência (AHSS), os Aços de Ultra Alta Resistência (UHSS) e os aços para estampagem a quente (PHS).

Esses materiais são empregados principalmente no Body in White (BIW), estrutura básica da carroceria que contribui para manter a integridade do veículo e controlar a absorção de energia durante colisões. O desempenho dessa estrutura é importante para reduzir os riscos aos ocupantes em acidentes.

A adição de pequenas quantidades de nióbio modifica a microestrutura do aço e melhora propriedades como resistência mecânica e tenacidade. Com isso, os componentes podem suportar esforços elevados e contribuir para uma distribuição mais eficiente das forças geradas em um impacto, favorecendo a proteção da cabine.

O metal também está presente em outras partes dos veículos, como chassis, rodas, estruturas de bancos e sistemas de escapamento. Com o avanço da eletrificação, as aplicações incluem ainda componentes de baterias e estruturas de proteção destinadas a veículos eletrificados.

Além da segurança, a resistência dos aços microligados ao nióbio permite utilizar chapas mais finas em determinadas aplicações sem comprometer o desempenho estrutural. A redução de peso pode diminuir o consumo de combustível nos veículos convencionais e a demanda de energia nos modelos elétricos.

CBMM aposta em aços avançados para reduzir peso e emissões

Os benefícios também alcançam peças externas, como portas e capôs. Nesses componentes, os aços com nióbio podem contribuir para melhorar a resistência e a capacidade de conformação durante a fabricação, preservando a qualidade da superfície e oferecendo mais possibilidades de projeto às montadoras.

Segundo a Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM), essa aplicação pode favorecer reduções expressivas de peso em componentes estruturais sem comprometer sua resistência.

O desenvolvimento dessas tecnologias depende da colaboração entre diferentes etapas da cadeia produtiva. A CBMM trabalha com siderúrgicas na criação de aços avançados e no aprimoramento dos processos industriais para ampliar os benefícios do metal.

A companhia também coopera com montadoras e fornecedores conhecidos como Tiers, que desenvolvem e fornecem sistemas e componentes automotivos. Nessas parcerias, são avaliados aspectos como estampagem, soldagem e capacidade de absorção de energia em colisões, antes da aplicação dos materiais nos veículos.

A redução de peso é um dos fatores que podem contribuir para diminuir o consumo energético e as emissões associadas ao uso dos automóveis. O resultado efetivo, porém, depende do projeto do veículo, dos materiais utilizados, da motorização e das condições de uso.

Com aproximadamente um terço de seus negócios ligado ao setor automotivo, a CBMM aposta no desenvolvimento de materiais avançados para atender às exigências de uma indústria que precisa combinar segurança, eficiência e desempenho estrutural.

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