Marabá registrou, em 2025, o maior volume anual de royalties da mineração de sua série histórica entre 2016 e 2025. O município paraense recebeu R$ 239,1 milhões em Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), superando inclusive os valores contabilizados em 2021, ano que concentrou os maiores repasses de importantes cidades mineradas do Brasil.
Os números constam de levantamento elaborado a partir das receitas declaradas pelas prefeituras ao Tesouro Nacional.
Em 2021, Marabá recebeu R$ 157,9 milhões em CFEM. Quatro anos depois, os repasses haviam aumentado aproximadamente 51,4%, alcançando R$ 239,1 milhões.
A trajetória contrasta com a de Parauapebas e Canaã dos Carajás, principais beneficiárias da compensação mineral no Pará, que registraram seus maiores valores anuais em 2021.
Em Parauapebas, os repasses passaram de R$ 1,49 bilhão em 2021 para R$ 683,7 milhões em 2025.
Já Canaã dos Carajás recebeu R$ 1,11 bilhão em 2021, diante de R$ 753,8 milhões em 2025, embora tenha apresentado crescimento nos dois últimos anos da série.
Marabá, por outro lado, encerrou a década com um resultado superior ao observado em qualquer outro exercício do período analisado.
Em 2016, o município recebia R$ 46,8 milhões em CFEM. O valor aumentou para R$ 59,7 milhões em 2017 e R$ 76,4 milhões em 2018.
Em 2019, a receita ultrapassou R$ 100 milhões pela primeira vez na série, chegando a R$ 102,6 milhões.
Os repasses continuaram crescendo em 2020 e 2021, quando alcançaram R$ 125,4 milhões e R$ 157,9 milhões, respectivamente.
Após esse período, houve redução para R$ 137 milhões em 2022 e R$ 127,4 milhões em 2023.
A recuperação começou em 2024, quando a Prefeitura recebeu R$ 173,4 milhões, aumento que ganhou força em 2025.
Na comparação com 2024, o crescimento foi de aproximadamente 37,9%, equivalente a R$ 65,7 milhões adicionais em receitas municipais.
Considerando todo o período, os repasses de 2025 foram aproximadamente 5,1 vezes superiores aos de 2016, sem correção pela inflação.
No acumulado da década, Marabá recebeu R$ 1,25 bilhão e ocupou a terceira posição entre as principais cidades paraenses analisadas, atrás de Parauapebas e Canaã dos Carajás.
A trajetória de crescimento também diferencia Marabá de municípios cujas receitas ficaram abaixo dos recordes registrados em 2021.
Entretanto, o levantamento fiscal não permite afirmar que o aumento dos repasses esteja diretamente relacionado a maior extração mineral, à entrada de novas operações ou a mudanças nos preços de comercialização.
Para identificar as causas específicas, seria necessária uma análise complementar da atividade mineradora e dos recolhimentos associados ao município.
O resultado de 2025 reforça a importância das receitas provenientes da mineração para as finanças municipais e coloca Marabá em posição de destaque na evolução dos royalties do Pará.


