Itabirito recebeu R$ 1,42 bilhão em royalties na década, mas repasses caíram quase 50% desde 2021

Publicado em

Itabirito acumulou R$ 1,42 bilhão em receitas da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) entre 2016 e 2025, posicionando-se como o quarto maior recebedor de royalties da mineração entre as cidades mineiras analisadas em levantamento baseado em dados do Tesouro Nacional.

O montante coloca o município próximo de Itabira, terceira colocada no acumulado da década, com R$ 1,46 bilhão. A diferença entre as duas cidades foi de aproximadamente R$ 41 milhões no período.

Apesar da posição de destaque, Itabirito apresentou a maior redução percentual dos repasses entre 2021 e 2025 no grupo das cinco maiores beneficiárias mineiras da década.

Em 2021, a Prefeitura recebeu R$ 314,3 milhões, o maior valor anual registrado para o município na série histórica. Em 2025, o repasse caiu para R$ 158,2 milhões, retração aproximada de 49,7%.

Isso significa que a receita municipal de CFEM ao final do período correspondia a pouco mais da metade daquela registrada no ano de maior arrecadação.

O histórico mostra que Itabirito recebeu R$ 49,6 milhões em 2016. Em 2017, o valor recuou para R$ 37 milhões, antes de avançar para R$ 74,4 milhões em 2018.

Após registrar R$ 70,5 milhões em 2019, o município recebeu R$ 135,1 milhões em 2020, iniciando uma fase de valores mais elevados, que culminou no recorde de 2021.

Nos anos seguintes, os repasses passaram a apresentar um comportamento diferente. Em 2022, a Prefeitura recebeu R$ 199 milhões, passando para R$ 187 milhões em 2023.

Em 2024, houve recuperação para R$ 197,9 milhões, mas o resultado não se sustentou em 2025, quando foi registrada uma nova redução de aproximadamente 20,1%.

No ranking anual das cidades pesquisadas, Itabirito ocupava a terceira posição em 2021 e chegou ao segundo lugar em 2023. Em 2025, caiu para a sexta colocação, ficando atrás de Conceição do Mato Dentro, Congonhas, Nova Lima, Mariana e Itabira.

Embora os repasses atuais sejam inferiores aos registrados em 2021, o resultado de 2025 ainda é mais de três vezes o valor recebido pelo município em 2016, em termos nominais.

A trajetória evidencia a importância das receitas minerais para a administração municipal e a necessidade de considerar as oscilações anuais no planejamento orçamentário.

O levantamento não permite determinar isoladamente se a redução decorreu de alterações na produção, nos preços dos minerais comercializados ou de outros fatores relacionados ao cálculo da compensação.

Os valores correspondem à parcela de CFEM recebida pela Prefeitura de Itabirito, e não ao recolhimento integral realizado pelas empresas mineradoras.

Matérias Relacionadas

Nova 381 conclui obras viárias em João Monlevade e Ipatinga para reforçar segurança

Nova 381 conclui obras em João Monlevade e Ipatinga, com mudanças em trevos, ampliação de pistas e sentido único no acesso ao bairro Caravelas

IBRAM participa de encontro internacional em Londres que discute mineração responsável

Pablo Cesário representa o IBRAM em Londres, onde lideranças da mineração mundial debatem estratégias para fortalecer a relação com comunidades e ampliar a sustentabilidade do setor

Mineração ilegal entra na mira de novo sistema de rastreamento aprovado pelo Conama

O Conama aprovou uma proposta de cadastro e rastreamento de escavadeiras, dragas e outros equipamentos para reforçar a fiscalização da mineração ilegal no Brasil

Vale diz que Brasil pode dobrar produção mineral e aponta o que trava novos projetos

Rafael Bittar, da Vale, avalia que o Brasil pode dobrar sua produção mineral e aponta licenciamento, infraestrutura, tecnologia e previsibilidade como desafios para novos projetos

últimas Matérias

Marabá atinge recorde de royalties da mineração em 2025 e supera em 51% os valores recebidos em 2021

Município paraense recebeu R$ 239,1 milhões no último ano da série histórica e acumula R$ 1,25 bilhão em receitas de CFEM desde 2016

Pará concentra royalties da mineração em duas cidades, enquanto Minas apresenta distribuição mais equilibrada

Parauapebas e Canaã dos Carajás receberam juntas R$ 12,13 bilhões entre 2016 e 2025, valor superior ao acumulado pelas cinco principais cidades mineiras

Canaã dos Carajás supera Parauapebas e assume liderança dos royalties da mineração no Pará em 2025

Município recebeu R$ 753,8 milhões em CFEM no último ano da série e ultrapassou cidade que havia liderado o ranking durante nove anos consecutivos

Itabira perde 16% dos royalties da mineração em 2025 e termina ano na quinta posição em Mina

Repasses de CFEM recuaram de R$ 195,9 milhões para R$ 164,2 milhões em um ano; cidade mantém a terceira maior receita acumulada da década entre os municípios analisados