Itabira registrou uma redução de aproximadamente 16,2% no recebimento de royalties da mineração em 2025, encerrando o ano na quinta posição entre os municípios mineiros analisados em levantamento sobre a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM).
Segundo os dados declarados pelas prefeituras ao Tesouro Nacional, o município recebeu R$ 164,2 milhões em 2025, diante de R$ 195,9 milhões contabilizados em 2024.
A diferença representa uma perda nominal de R$ 31,7 milhões em receitas municipais de um ano para o outro.
Entre as sete cidades mineiras apresentadas no ranking detalhado do estudo, Itabira registrou a segunda maior redução percentual no período, atrás apenas de Itabirito, onde os repasses caíram aproximadamente 20,1%.
O resultado interrompeu a recuperação que vinha sendo observada em Itabira desde 2023.
Naquele ano, a Prefeitura recebeu R$ 180,2 milhões, depois de contabilizar R$ 182,8 milhões em 2022. Em 2024, os recursos aumentaram para R$ 195,9 milhões, antes de voltar a diminuir em 2025.
O maior valor recebido por Itabira na série histórica foi registrado em 2021, quando a CFEM alcançou R$ 227,3 milhões.
Na comparação com aquele pico, os repasses de 2025 ficaram aproximadamente 27,8% menores.
Mesmo com a redução recente, Itabira permanece entre as principais beneficiárias da CFEM em Minas Gerais. Entre 2016 e 2025, o município acumulou R$ 1,46 bilhão, terceiro maior montante entre as cidades pesquisadas.
No ranking anual de 2025, Conceição do Mato Dentro liderou, com R$ 254,6 milhões, seguida de Congonhas, com R$ 199,1 milhões.
Nova Lima apareceu na terceira posição, com R$ 171,2 milhões, enquanto Mariana ocupou o quarto lugar, com R$ 167,1 milhões. Itabira ficou em quinto, com R$ 164,2 milhões.
A diferença entre Itabira e Mariana foi de apenas R$ 2,9 milhões.
A redução dos royalties abre espaço para uma avaliação das condições da atividade mineradora no município, historicamente associado às operações da Vale.
Entretanto, os dados fiscais disponíveis não são suficientes para afirmar que a queda decorreu diretamente de uma redução na produção mineral.
Uma análise conclusiva exigiria informações adicionais da empresa sobre os volumes produzidos e comercializados, além de outros fatores que influenciam o cálculo da compensação.
Os números utilizados correspondem às receitas municipais de CFEM declaradas ao Tesouro Nacional e são apresentados sem correção pela inflação.


