Ouro Preto perde empregos e fica na contramão de Itabirito e Mariana em 2026

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O mercado de trabalho de Ouro Preto terminou os primeiros sete meses de 2026 com um resultado negativo. Dados do Novo Caged mostram que o município fechou 69 postos de trabalho com carteira assinada entre janeiro e julho, período em que foram registradas 7.125 admissões e 7.194 desligamentos.

O desempenho chama atenção principalmente quando comparado ao cenário regional. Enquanto Ouro Preto acumulou mais demissões do que contratações, municípios próximos apresentaram saldo positivo no mesmo intervalo.

Itabirito terminou o período com 649 novas vagas formais, enquanto Mariana abriu 509 postos. Entre as três cidades, Ouro Preto foi a única que apresentou saldo negativo até o fim de julho.

Construção civil pesa no resultado de Ouro Preto

O setor que mais contribuiu para o saldo negativo de Ouro Preto foi a construção civil. Ao longo dos sete primeiros meses do ano, a atividade registrou o fechamento de 236 empregos formais no município.

O resultado contrasta com o desempenho do segmento em Minas Gerais. No estado, a construção civil foi responsável pela criação de 21.605 postos no mesmo período.

Outro setor que influenciou o resultado local foi a indústria, que também terminou os primeiros sete meses com perdas. O desempenho desses segmentos acabou superando os avanços registrados em outras áreas da economia.

Serviços criam vagas, mas não evitam saldo negativo

Entre os setores analisados em Ouro Preto, serviços apresentou o comportamento mais favorável, com a abertura de 202 vagas formais entre janeiro e julho.

Mesmo com esse avanço, o número não foi suficiente para reverter as perdas acumuladas principalmente na construção civil e na indústria. O município, portanto, chegou ao final de julho em uma situação diferente daquela observada tanto no estado quanto em cidades vizinhas.

Em Minas Gerais, o cenário geral foi de expansão do emprego formal. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, o estado acumulou 113.981 novos postos de trabalho nos sete primeiros meses de 2026.

Os números mostram que, apesar da geração de empregos em determinados setores, Ouro Preto enfrentou dificuldades para transformar esse movimento em crescimento líquido das vagas formais no período.

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