Terras raras em Minas Gerais podem entrar em produção comercial em 2030

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O mercado de terras raras ganhou destaque diante da estratégia brasileira para ampliar sua participação nas cadeias internacionais de minerais críticos. Durante o programa “Mapa da Mina”, exibido na quarta-feira (19) pela CNN Brasil, Luiz Curado, diretor de Negócios da Power no Brasil, falou sobre os planos da companhia e a expectativa de iniciar a produção comercial desses minerais em Minas Gerais a partir de 2030.

Em entrevista ao jornalista Daniel Rittner, o executivo também abordou as negociações mantidas pela empresa com o governo dos Estados Unidos. A aproximação ocorre em meio ao movimento internacional de reorganização das cadeias de fornecimento de minerais considerados estratégicos para setores de alta tecnologia e indústria.

A possível entrada da produção mineira no mercado internacional pode ampliar a relevância de Minas Gerais em uma cadeia considerada estratégica por diferentes países.

Terras raras ganham espaço na estratégia internacional da Power

Segundo Luiz Curado, a Power mantém conversas com autoridades norte-americanas enquanto avança na estruturação do projeto brasileiro. A previsão apresentada pelo executivo é que a produção comercial de terras raras em Minas Gerais tenha início em 2030.

O interesse internacional pelos minerais está relacionado à importância desses elementos para diferentes aplicações industriais e tecnológicas. Nesse cenário, projetos capazes de ampliar a oferta fora dos principais polos produtores ganham importância nas discussões sobre segurança de abastecimento.

A aproximação com os Estados Unidos também coloca o empreendimento mineiro dentro de uma estratégia mais ampla de diversificação das fontes de minerais críticos, especialmente diante dos esforços de países ocidentais para reduzir vulnerabilidades nas cadeias globais.

Empresa não prioriza capital chinês neste momento

Outro ponto abordado durante a entrevista foi a estratégia de financiamento e formação de parcerias da Power. De acordo com Curado, a companhia não trabalha atualmente com a possibilidade de atrair investimentos provenientes da China.

A decisão está relacionada ao posicionamento adotado pela empresa diante da transformação das cadeias produtivas ocidentais. A prioridade, segundo o executivo, é estabelecer conexões com parceiros alinhados à reorganização do mercado de minerais críticos.

Caso o cronograma seja mantido, Minas Gerais poderá começar a produzir comercialmente terras raras em quatro anos, ampliando a participação brasileira em um segmento considerado estratégico para a economia e para a geopolítica internacional.

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