FIEMG destaca Plano Nacional de Mineração 2050 e cobra ações para fortalecer o setor mineral brasileiro

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O lançamento do Plano Nacional de Mineração (PNM 2050) foi recebido de forma positiva pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), que considera a proposta um passo importante para o planejamento de longo prazo da mineração no Brasil. Apesar do reconhecimento, a entidade ressalta que o documento precisará sair do papel por meio de medidas concretas para impulsionar a indústria mineral e ampliar a competitividade do país.

Na avaliação da Federação, o planejamento apresentado pelo governo federal cria uma base para que o Brasil deixe de depender principalmente da exportação de matérias-primas e avance na industrialização dos recursos minerais, agregando mais valor à produção nacional.

Plano Nacional de Mineração deve impulsionar inovação e competitividade

Entre os principais pontos defendidos pela FIEMG está a criação de instrumentos capazes de incentivar novos investimentos, acelerar o desenvolvimento tecnológico e ampliar a transformação mineral dentro do território brasileiro. A entidade entende que essas iniciativas podem fortalecer centros de pesquisa e estimular setores considerados estratégicos para a economia, especialmente aqueles ligados aos minerais críticos e às terras raras.

A Federação acredita que a adoção dessas medidas permitirá ao Brasil aumentar sua participação nas etapas de maior valor econômico da cadeia mineral, reduzindo a dependência da comercialização de produtos em estado bruto.

Minas Gerais reforça protagonismo na mineração

Dentro desse cenário, Minas Gerais aparece como um dos principais polos para o desenvolvimento tecnológico da mineração brasileira. A FIEMG mantém, em Lagoa Santa, o CIT SENAI ITR, reconhecido como o primeiro laboratório-fábrica de ímãs e ligas de terras raras do hemisfério sul.

A estrutura foi criada para incentivar pesquisas, desenvolver soluções industriais e ampliar a utilização de minerais estratégicos produzidos no país. Para a Federação, projetos desse tipo demonstram que o futuro da mineração nacional passa não apenas pela extração de recursos naturais, mas também pela inovação, industrialização e fortalecimento da cadeia produtiva.

Com a implementação de políticas públicas voltadas à agregação de valor, a expectativa é que o Brasil conquiste maior espaço em mercados estratégicos e fortaleça sua posição na economia global ligada aos minerais essenciais para a transição energética e o avanço tecnológico.

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