Cotado para disputar o governo de Minas, Rodrigo Pacheco oficializa filiação ao PSB

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O ex-presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSB-MG) oficializou nesta quarta-feira (1º) a sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro. O ato ocorreu em Brasília e reuniu lideranças nacionais da legenda, marcando um novo posicionamento político do senador “Com 9 anos de atraso eu estou aqui, para poder me filiar ao PSB com muita alegria e o coração cheio de esperança”, disse Pacheco.

Alinhamento com Lula e cenário em Minas

A escolha do partido representa mais um passo no alinhamento de Pacheco com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que desde o ano passado tenta convencê-lo a disputar o governo de Minas Gerais. A estratégia inclui fortalecer o palanque do presidente no estado nas eleições de 2026.

O movimento também ocorre após mudanças no cenário político mineiro. No antigo partido de Pacheco, o PSD, a eventual candidatura ao governo estadual perdeu viabilidade com a filiação do então vice-governador Mateus Simões, que assumiu o comando do estado após a renúncia de Romeu Zema (Novo) para disputar a Presidência da República e deve concorrer à reeleição.

“Eu destaco algo que pra mim foi a motivação desta filiação. Primeiro que é um partido que tem história, uma história muito longa, de oito decadas. […] o PSB, desde a sua inauguração concebeu uma ideia de combater o autoritarismo”, disse Pacheco.

O evento contou com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), principal liderança da legenda, Otacílio Costa, presidente do PSB de Minas Gerais, e do prefeito do Recife, João Campos, presidente nacional do partido.

“O PSB não fica apenas maior, mas fica melhor, Rodrigo Pacheco, com a sua filiação. Nós estamos muito felizes. Minas Gerais, estado que você é senador, em tamanho de país, é uma síntese do Brasil”, afirmou Alckmin durante o evento.

O peso de Minas

Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país e considerado estratégico para candidatos à Presidência da República. Historicamente, o desempenho no estado tem forte influência no resultado nacional.

De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde 1998, os candidatos que venceram em Minas Gerais também conquistaram a Presidência da República. Em 2022, Lula derrotou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no estado por uma margem apertada, pouco mais de 563 mil votos, cerca de 9% de diferença.

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