Presidente da AMIG Brasil critica falhas na fiscalização na mineração e cobra mudanças urgentes

Publicado em

O presidente da Associação Brasileira de Municípios Mineradores (AMIG Brasil) e prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage (PSB), se manifestou nas redes sociais sobre a operação “Rejeito”, deflagrada pela Polícia Federal (PF). A ação, que investiga um esquema bilionário de corrupção e exploração ilegal na mineração em Minas Gerais, culminou em 79 mandados de busca e apreensão e 22 mandados de prisão preventiva.

Falha da ANM e as consequências para a mineração

Em seu vídeo, Lage destacou o impacto negativo da falta de fiscalização e regulamentação no setor mineral, apontando que a ausência de ação efetiva da Agência Nacional de Mineração (ANM) é a principal responsável pela perpetuação de crimes e corrupção no setor. Para ele, a estruturação da ANM é essencial para evitar escândalos como o que está sendo investigado pela operação “Rejeito”. O presidente da AMIG Brasil também enfatizou a necessidade urgente de uma reforma no Código Minerário Brasileiro.

“A inércia da ANM resulta nesses episódios que estamos vendo. Isso é fruto de uma entidade que não fiscaliza, não regulamenta e deixa o setor mineral descontrolado”, afirmou Marco Antônio. Ele ainda alertou que a mineração brasileira não avançará sem uma mudança significativa na legislação vigente.

Operação Rejeito e seus impactos

A “Operação Rejeito” é um marco importante na luta contra a corrupção no setor mineral. Com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), Ministério Público Federal (MPF) e Receita Federal, a ação cumpriu mandados em diversos pontos e sequestrou bens no valor de R$ 1,5 bilhão. Empresários, políticos e até dirigentes de ONGs estão entre os presos. O diretor da ANM também foi alvo da operação, o que acirrou ainda mais a crítica à gestão do órgão.

A prisão de figuras de destaque, incluindo empresários envolvidos diretamente na exploração de minério de ferro, sublinha a gravidade do esquema de corrupção e a necessidade de mudanças profundas para restaurar a confiança no setor. Marco Antônio Lage, que também é defensor da reestruturação da ANM, concluiu sua fala ressaltando que a AMIG Brasil continuará insistindo pela transformação do cenário atual.

Matérias Relacionadas

Projeto da Vale prevê mais de 2 mil empregos e coloca Parauapebas diante de nova expansão da mineração

Projeto Alemão da Vale prevê mais de 2 mil empregos diretos na implantação de uma unidade de concentrado de cobre em Parauapebas, no Pará

Ferrovias batem recorde em 2025 e minério de ferro responde por 72% das cargas

Em 2025, as ferrovias brasileiras movimentaram 555,48 milhões de toneladas úteis, com o minério de ferro respondendo por cerca de 72% das cargas

Pará: Projeto Luanga prevê mina com capacidade para processar 10 milhões de toneladas de minério por ano

Projeto Luanga, localizado na região de Carajás, no Pará, prevê implantação de mina, unidade de beneficiamento e metalúrgica, com capacidade para processar até 10 milhões de toneladas de minério por ano

Mariana avança na política habitacional com construção de 352 apartamentos pelo Minha Casa, Minha Vida

Município assinou contratos para implantação de moradias populares e investimento de R$ 31,52 milhões em infraestrutura urbana; área também deverá receber novos projetos habitacionais

últimas Matérias

Terras raras no Sul de Minas atraem BNDES e podem movimentar R$ 3,5 bilhões em novo megaprojeto

Projeto Caldeira, entre Poços de Caldas e Caldas, pode ter participação do BNDES e prevê processamento de terras raras no Brasil em meio a acordo de R$ 3,5 bilhões da Lynas

ANM quer dividir fiscalização da mineração com estados e municípios e mira bilhões em royalties

A ANM quer ampliar a fiscalização da mineração com apoio de estados e municípios, monitorar barragens e empreendimentos e reforçar o controle da arrecadação da Cfem

Nióbio pode deixar carros mais leves e seguros e já representa 33% dos negócios da CBMM

O nióbio vem ganhando espaço na indústria automotiva por contribuir para a fabricação de...

Ternium investe R$ 25 bilhões no Brasil e comemora 20 anos na Bolsa de Nova York

Ternium completa 20 anos na Bolsa de Nova York, investe R$ 25 bilhões no Brasil e amplia aportes na Usiminas, no Rio de Janeiro e na formação técnica