Esquema de exploração mineral ilegal teve lucro de R$ 1,5 bilhão, aponta investigação da PF

Publicado em

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (17) a Operação Rejeito, desbaratando uma organização criminosa complexa composta por empresários, operadores financeiros e servidores públicos. O grupo estava envolvido em uma série de crimes, incluindo exploração mineral ilegal, corrupção sistêmica e lavagem de dinheiro. Estima-se que os lucros da organização superem R$ 1,5 bilhão, enquanto os prejuízos ambientais e patrimoniais ultrapassam R$ 18 bilhões.

A operação, que é um desdobramento da já conhecida Operação Poeira Vermelha de 2020, teve como alvos mais de 60 pessoas físicas e jurídicas. Entre as medidas adotadas estão 22 mandados de prisão preventiva, o bloqueio de mais de R$ 1 bilhão em bens e valores, além da suspensão das atividades de 23 empresas envolvidas na exploração ilegal. A ação visa enfraquecer a rede criminosa que atua na extração de recursos naturais de forma clandestina e destrutiva.

Impacto nos órgãos públicos e afastamento de servidores envolvidos na exploração mineral ilegal

Como parte da operação, diversos servidores públicos de órgãos estratégicos, responsáveis por regular e fiscalizar atividades minerais e ambientais, foram afastados de suas funções. Entre os órgãos afetados estão:

  • Agência Nacional de Mineração (ANM)

  • Federação Estadual do Meio Ambiente (Feam)

  • Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad)

  • Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)

  • Instituto Estadual de Florestas (IEF)

  • Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam)

A ação visa cortar as ligações entre a organização criminosa e instituições públicas, que estavam sendo usadas para facilitar a exploração ilegal e a corrupção.

Além dos danos financeiros significativos causados pela corrupção e lavagem de dinheiro, a exploração mineral ilegal tem gerado graves consequências ambientais. Os danos estimados em mais de R$ 18 bilhões refletem não apenas a destruição de ecossistemas, mas também o comprometimento do patrimônio natural do Brasil, com atividades de mineração realizadas sem as devidas licenças e controles ambientais.

Matérias Relacionadas

Projeto da Vale prevê mais de 2 mil empregos e coloca Parauapebas diante de nova expansão da mineração

Projeto Alemão da Vale prevê mais de 2 mil empregos diretos na implantação de uma unidade de concentrado de cobre em Parauapebas, no Pará

Ferrovias batem recorde em 2025 e minério de ferro responde por 72% das cargas

Em 2025, as ferrovias brasileiras movimentaram 555,48 milhões de toneladas úteis, com o minério de ferro respondendo por cerca de 72% das cargas

Pará: Projeto Luanga prevê mina com capacidade para processar 10 milhões de toneladas de minério por ano

Projeto Luanga, localizado na região de Carajás, no Pará, prevê implantação de mina, unidade de beneficiamento e metalúrgica, com capacidade para processar até 10 milhões de toneladas de minério por ano

Mariana avança na política habitacional com construção de 352 apartamentos pelo Minha Casa, Minha Vida

Município assinou contratos para implantação de moradias populares e investimento de R$ 31,52 milhões em infraestrutura urbana; área também deverá receber novos projetos habitacionais

últimas Matérias

Terras raras no Sul de Minas atraem BNDES e podem movimentar R$ 3,5 bilhões em novo megaprojeto

Projeto Caldeira, entre Poços de Caldas e Caldas, pode ter participação do BNDES e prevê processamento de terras raras no Brasil em meio a acordo de R$ 3,5 bilhões da Lynas

ANM quer dividir fiscalização da mineração com estados e municípios e mira bilhões em royalties

A ANM quer ampliar a fiscalização da mineração com apoio de estados e municípios, monitorar barragens e empreendimentos e reforçar o controle da arrecadação da Cfem

Nióbio pode deixar carros mais leves e seguros e já representa 33% dos negócios da CBMM

O nióbio vem ganhando espaço na indústria automotiva por contribuir para a fabricação de...

Ternium investe R$ 25 bilhões no Brasil e comemora 20 anos na Bolsa de Nova York

Ternium completa 20 anos na Bolsa de Nova York, investe R$ 25 bilhões no Brasil e amplia aportes na Usiminas, no Rio de Janeiro e na formação técnica