Evacuação de moradores e medidas preventivas
A evacuação das 40 pessoas, residentes na Zona de Autossalvamento (ZAS) da barragem B1-A, começou após a notificação da ANM e da Defesa Civil de Brumadinho. Embora o risco de rompimento imediato não tenha sido detectado, a ANM alertou que os estudos anteriores sobre a estabilidade da barragem estavam desatualizados.
A agência federal destacou que as investigações geotécnicas realizadas até o momento não oferecem resultados conclusivos, o que levou à decisão de contratar uma nova empresa independente para realizar a análise completa da situação.
Barragens em risco e potencial impacto ambiental
Além da B1-A, outras três barragens na região estão embargadas: Quéias, Dique B3 e Dique B4, acumulando juntas 118,3 mil metros cúbicos de rejeitos. Embora o volume armazenado nessas estruturas seja menor do que o da barragem da Mina Córrego do Feijão, que se rompeu em 2019, o risco representado por essas barragens sem certificação de estabilidade é significativo. Elas não só representam um perigo para os moradores próximos, mas também podem afetar a segurança dos usuários da BR-381, uma das rodovias mais movimentadas de Minas Gerais.
Além disso, a preocupação com a contaminação da Barragem Rio Manso, da Copasa, que abastece 1,5 milhão de consumidores na região, aumenta à medida que as barragens de rejeitos se encontram em situação irregular. A proximidade da barragem B1-A e outras estruturas de rejeitos com o sistema de abastecimento de água é um fator de risco ambiental crítico.
Cenário de risco e consequências de um possível rompimento
Em simulação do pior cenário, um rompimento da barragem B1-A poderia comprometer a barragem Quéias, que é a maior e mais preocupante da região. Localizada a menos de 1 km da Rodovia Fernão Dias e a 5,5 km do reservatório da Barragem Rio Manso, essa estrutura é uma das mais críticas. Com 15 metros de altura e capacidade para armazenar até 75.000 m³ de rejeitos, a barragem Quéias tem grande potencial de causar danos significativos à infraestrutura local e ao meio ambiente, caso venha a ceder.
A situação das barragens em Brumadinho segue sendo monitorada de perto pelas autoridades, que reforçam a importância da atualização constante dos estudos de segurança para evitar novos desastres como o ocorrido em 2019.