Samarco tem projeto com pilhas de mais de 200 metros aprovado e preocupa comunidades atingidas

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O Conselho de Política Ambiental (Copam) de Minas Gerais aprovou, por unanimidade, o Projeto de Longo Prazo da Samarco, que prevê uma série de expansões estruturais no Complexo Germano, um dos principais empreendimentos da mineradora no estado. O novo plano inclui a instalação de duas pilhas de estéril e rejeito com mais de 200 metros de altura, além da ampliação da pilha já existente e a continuidade da atividade de lavra nas minas da região.

Também está prevista a construção de uma estrutura para uma correia transportadora de longa distância, com operação contínua ao longo do dia, como parte das intervenções planejadas. O projeto, no entanto, tem gerado apreensão em comunidades e organizações locais que acompanham os impactos da mineração no estado.

Populações e pesquisadores denunciam riscos sociais e ambientais nas pilhas da Samarco

Segundo informações do Instituto Cordilheira e do grupo de pesquisa Conterra, ligado à Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), o novo plano da Samarco pode agravar problemas sociais, culturais e ambientais em comunidades que já convivem com as consequências da mineração. As localidades que deverão ser diretamente impactadas incluem Bento Rodrigues (tanto o reassentamento quanto o território original), Camargos, Antônio Pereira (distrito de Ouro Preto) e Morro d’Água Quente (em Catas Altas).

A principal crítica diz respeito aos impactos que a nova correia transportadora pode gerar. O funcionamento ininterrupto da estrutura poderá causar ruídos 24 horas por dia, afetando a qualidade de vida de moradores e também práticas culturais e tradicionais da região. Além disso, há preocupações com áreas de vegetação nativa e zonas de preservação ambiental que podem ser comprometidas pela ampliação do complexo minerário.

O que diz a Samarco sobre o caso

A Assessoria de Imprensa da Samarco enviou um comunicado ao Cidades & Minerais sobre o ocorrido:

“A Samarco informa que foi aprovada no dia 27/6, pela Câmara de Atividades Minerárias (CMI) do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam), sua licença ambiental para o Projeto Longo Prazo que permite a continuidade de sua retomada operacional.
A empresa manterá o modelo produtivo atual, sem utilização de barragens para disposição de rejeitos.
Para o processo de licenciamento, estudos socioambientais demonstraram a viabilidade do projeto e foram apresentados e debatidos com a sociedade, com audiências públicas realizadas em Mariana e Ouro Preto. A empresa recebeu também todas as anuências necessárias de órgãos municipais, estaduais e federais.
Novo Bento Rodrigues encontra-se a 3,5 km do empreendimento e não será afetado pela implantação do projeto. Destaca-se que os programas socioambientais da Samarco serão aplicados nesta comunidade.
A empresa reitera que o projeto não interceptará o perímetro de tombamento de Bento Rodrigues de origem e que há uma barreira natural entre a pilha e o distrito de Camargos”

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