O Conselho de Política Ambiental (Copam) de Minas Gerais aprovou, por unanimidade, o Projeto de Longo Prazo da Samarco, que prevê uma série de expansões estruturais no Complexo Germano, um dos principais empreendimentos da mineradora no estado. O novo plano inclui a instalação de duas pilhas de estéril e rejeito com mais de 200 metros de altura, além da ampliação da pilha já existente e a continuidade da atividade de lavra nas minas da região.
Também está prevista a construção de uma estrutura para uma correia transportadora de longa distância, com operação contínua ao longo do dia, como parte das intervenções planejadas. O projeto, no entanto, tem gerado apreensão em comunidades e organizações locais que acompanham os impactos da mineração no estado.
Populações e pesquisadores denunciam riscos sociais e ambientais nas pilhas da Samarco
Segundo informações do Instituto Cordilheira e do grupo de pesquisa Conterra, ligado à Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), o novo plano da Samarco pode agravar problemas sociais, culturais e ambientais em comunidades que já convivem com as consequências da mineração. As localidades que deverão ser diretamente impactadas incluem Bento Rodrigues (tanto o reassentamento quanto o território original), Camargos, Antônio Pereira (distrito de Ouro Preto) e Morro d’Água Quente (em Catas Altas).
A principal crítica diz respeito aos impactos que a nova correia transportadora pode gerar. O funcionamento ininterrupto da estrutura poderá causar ruídos 24 horas por dia, afetando a qualidade de vida de moradores e também práticas culturais e tradicionais da região. Além disso, há preocupações com áreas de vegetação nativa e zonas de preservação ambiental que podem ser comprometidas pela ampliação do complexo minerário.
O que diz a Samarco sobre o caso
A Assessoria de Imprensa da Samarco enviou um comunicado ao Cidades & Minerais sobre o ocorrido:


