Prazo para indenização de R$ 35 mil por rompimento em Mariana termina nesta sexta-feira

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Encerra-se nesta sexta-feira (4/7) o prazo final para que os atingidos pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG), ingressem no Programa de Indenização Definitivo (PID), conduzido pela mineradora Samarco. A iniciativa, que já recebeu mais de 281 mil requerimentos, tem como proposta um pagamento único de R$ 35 mil por pessoa — valor já liberado para cerca de 94 mil beneficiários.

Segundo dados da própria Samarco, mais de 90% dos pedidos analisados tiveram retorno positivo. O PID, que faz parte do processo de reparação reconhecido pela Justiça brasileira, tem sido apresentado como uma alternativa mais rápida e direta para os atingidos pelo desastre de 2015, que deixou um rastro de destruição ambiental e social em Minas Gerais e no Espírito Santo.

Acordo nacional ou ação internacional? A decisão é definitiva sobre a tragédia de Mariana

Com o encerramento do prazo, os atingidos de Mariana precisam tomar uma decisão importante: aderir ao PID no Brasil ou aguardar os desdobramentos da ação internacional que tramita em Londres. A escolha, no entanto, é exclusiva. Quem optar por um dos caminhos indenizatórios não poderá se beneficiar do outro posteriormente.

Enquanto o PID oferece pagamento imediato e reconhecido por instâncias nacionais, a ação em Londres reúne milhares de atingidos em busca de compensações em âmbito internacional, com valores potencialmente maiores, mas com prazos mais longos e resultado ainda incerto.

A decisão final cabe a cada atingido, que deve considerar não apenas os valores, mas também o tempo de espera, a segurança jurídica e os impactos sociais de cada escolha. O prazo desta sexta-feira representa, portanto, um marco na longa jornada por justiça e reparação dos danos causados pelo maior desastre socioambiental do país.

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