PF investiga servidores da ANM por favorecimento de empresa

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A operação foi chamada de “Grand Canyon II” e investiga três servidores da Agência Nacional de Mineração (ANM), uma mineradora e dois sócios. 

Nesta terça-feira (28), a Polícia Federal (PF) deflagrou a operação a fim de cumprir nove mandados de busca e apreensão. O foco da operação está em Belém (PA), Catalão (GO) e Distrito Federal e busca o afastamento das funções públicas dos servidores que são investigados por associação criminosa, corrupção passiva, corrupção ativa e advocacia administrativa.

De acordo com a PF, a investigação começou quando uma notícia de crime foi apresentada por uma mineradora. Esta, alegou que estava sendo prejudicada pela suposta atuação ilegal dos servidores da ANM.

“A investigação teve início a partir de notícia de crime apresentada por uma mineradora prejudicada pela atuação aparentemente ilegal dos servidores da ANM em processos minerários em benefício da sociedade empresarial investigada, que possui características de ser de fachada por não estar sediada nos endereços cadastrados, não possuir frota de sua propriedade e não possuir vínculos empregatícios registrados”

A Justiça Federal autorizou a operação que está investigando os envolvidos em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF). A equipe de investigação afirma que, aparentemente, a empresa não exerce atividade minerária, mas funciona como “mineradora de fachada” para obrigar outras mineradoras a pagar pela desistência de processos minerários. Formalmente, a empresa estaria localizada em Marabá e operaria em Curionópolis, no Pará. No entanto, a real existência da empresa não foi constatada.

O nome dos servidores investigados não foi divulgado. Na operação, a PF cumpriu sete dos nove mandados de busca e apreensão, afastou dois servidores de suas funções e apreendeu celulares, computadores e documentos.

 

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