Vale sofre processo de US$ 3,8 bilhões na Holanda por desastre de Mariana

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As vítimas do trágico rompimento da barragem de Mariana, em 2015, estão buscando justiça e compensação em uma ação judicial lançada na Holanda, onde cerca de 3 bilhões de libras esterlinas (equivalente a 3,8 bilhões de dólares) estão sendo solicitados das empresas de mineração Vale (VALE3) e Samarco.

A ação foi movida pela Stichting Ações do Rio Doce, uma fundação holandesa sem fins lucrativos, em nome de quase 1.000 empresas e mais de 77.000 indivíduos afetados pelo desastre.

O processo, apresentado pela empresa holandesa Lemstra Van der Korst e pela britânica Pogust Goodhead, busca garantir que as vítimas recebam a compensação que merecem pelo sofrimento e perdas causadas pelo rompimento da barragem.

A Vale, que possui participação na Samarco em parceria com a BHP, reforçou seu compromisso em apoiar a reparação integral dos danos causados pelo desastre.

Até fevereiro de 2024, a empresa destinou cerca de 36,51 bilhões de reais às ações de reparação e compensação por meio da Fundação Renova, responsável por gerenciar e implementar medidas de reparação socioeconômica e ambiental.

Desse montante, mais de 14 bilhões de reais foram destinados ao pagamento de indenizações e cerca de 2,75 bilhões de reais em Auxílios Financeiros Emergenciais, beneficiando aproximadamente 441,7 mil pessoas afetadas pelo desastre.

Relembre a tragédia de Mariana e os processos contra a Vale

O rompimento da barragem de Mariana resultou em uma tragédia humana e ambiental sem precedentes, causando a perda de vidas, a destruição de comunidades e a poluição significativa do Rio Doce, afetando o ecossistema ao longo de sua extensão até o Oceano Atlântico.

Embora uma decisão judicial recente no Brasil tenha determinado que a Vale, a BHP e a Samarco devem pagar indenizações no valor de 47,6 bilhões de reais, essa medida não se aplica às vítimas individuais, como destacou a Pogust Goodhead em janeiro.

Por isso, a busca por justiça continua, agora também em solo holandês, onde a ação foi aberta contra a Vale e a Samarco Iron Ore Europe BV, subsidiária holandesa da Samarco.

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