Cidade polo do Vale do Aço, Ipatinga vive tensão com disparada de suspeitas de dengue e chikungunya em 2024

Publicado em

 

A população de Ipatinga, cidade polo econômico e industrial do Vale do Aço, está apreensiva quanto ao aumento dos casos de dengue e chikungunya. No último dia 5 de janeiro, a Prefeitura decretou Situação de Emergência e anunciou uma série de providências para conter o avanço das doenças. O decreto N.º 10.918, de 5 de janeiro de 2024, com validade de 90 dias, pode ser prorrogado por igual período.

A situação gera mais tensão aos moradores pelo fato de no ano passado terem sido registrados 11.408 casos e uma morte por dengue. Já com relação à chikungunya, foram 8.156 pessoas doentes, sendo que três perderam a vida. Não houve, no entanto, registros de zika vírus.

O decreto, que está em vigor desde a data de publicação, foi justificado pela preocupação por conta do atual cenário da saúde pública. A prefeitura está intensificando ações e medidas de prevenção para reduzir os índices de infestação pelo mosquito Aedes aegypti. O decreto também determina contratações para reforçar as equipes de combate ao surto. Porém, a quantidade de vagas e os cargos não foram detalhados.

A Secretaria Municipal de Saúde iniciou na última segunda-feira (8) o primeiro Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti, o LIRAa, de 2024. A previsão é que mais de 4 mil imóveis na cidade sejam visitados por equipes compostas por 70 Agentes de Combate a Endemias (ACE’s), supervisores e técnicos.

Morte em investigação no Vale do Aço

Embora ainda não haja registro no último Boletim Epidemiológico Divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), em Timóteo, também no Vale do Aço, um caso suspeito de morte por dengue hemorrágica está em investigação. Trata-se de uma adolescente de 17 anos, cujo óbito foi registrado na última terça-feira (9).

De acordo com a SES-MG, até a data da publicação do último boletim (08/01), o estado já acumula quase 1500 casos prováveis de dengue em 2024. Saiba mais.

 

Matérias Relacionadas

Mina brasileira de terras raras pode ser 3 vezes maior que a maior da China, afirma CEO

Ore Minerals relata interesse de investidores chineses em projetos brasileiros e destaca o potencial da mina de Rio Negro no mercado de terras-raras

Projeto da Vale prevê mais de 2 mil empregos e coloca Parauapebas diante de nova expansão da mineração

Projeto Alemão da Vale prevê mais de 2 mil empregos diretos na implantação de uma unidade de concentrado de cobre em Parauapebas, no Pará

Ferrovias batem recorde em 2025 e minério de ferro responde por 72% das cargas

Em 2025, as ferrovias brasileiras movimentaram 555,48 milhões de toneladas úteis, com o minério de ferro respondendo por cerca de 72% das cargas

Pará: Projeto Luanga prevê mina com capacidade para processar 10 milhões de toneladas de minério por ano

Projeto Luanga, localizado na região de Carajás, no Pará, prevê implantação de mina, unidade de beneficiamento e metalúrgica, com capacidade para processar até 10 milhões de toneladas de minério por ano

últimas Matérias

Trem da Vale recebe 30 novos vagões e promete mudar viagens entre Maranhão e Pará

Nova frota da Estrada de Ferro Carajás terá 30 vagões, dobrará a capacidade de passageiros e deve entrar em operação até dezembro de 2027 entre Maranhão e Pará

Terras raras no Sul de Minas atraem BNDES e podem movimentar R$ 3,5 bilhões em novo megaprojeto

Projeto Caldeira, entre Poços de Caldas e Caldas, pode ter participação do BNDES e prevê processamento de terras raras no Brasil em meio a acordo de R$ 3,5 bilhões da Lynas

ANM quer dividir fiscalização da mineração com estados e municípios e mira bilhões em royalties

A ANM quer ampliar a fiscalização da mineração com apoio de estados e municípios, monitorar barragens e empreendimentos e reforçar o controle da arrecadação da Cfem

Nióbio pode deixar carros mais leves e seguros e já representa 33% dos negócios da CBMM

Entenda como o nióbio usado em aços automotivos pode aumentar a resistência dos veículos, reduzir o peso e contribuir para a eficiência energética. O setor já representa 33% dos negócios da CBMM