Semana do Clima 2024 tem debate sobre uso de hidrogênio na siderurgia em Minas Gerais

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O Governo de Minas participa, até 26/9 (quinta-feira), da 16ª edição da Semana do Clima de Nova Iorque, nos Estados Unidos, um dos principais eventos da agenda climática mundial. Um dos assuntos em pauta é a implementação do Plano Estadual de Ação Climática (PLAC-MG),  prevendo a inserção e ampliação do uso do hidrogênio na siderurgia.

A secretária Marília Melo participou do painel “Forjando o futuro: como a ação do setor público pode apoiar a descarbonização do aço para criar um mercado de aço líquido zero”. O debate mostrou políticas públicas ao redor do mundo que estão apoiando a transformação em toda a indústria.

Em Minas, o Plano Estadual de Ação Climática (PLAC-MG) prevê o uso do hidrogênio em processos industriais para a substituição de combustíveis e materiais, em especial na produção de aço. O documento também prega a ampliação do uso do carvão vegetal e biomassa em processos industriais em substituição parcial de agentes redutores fósseis e/ou fonte de combustível.

Marília Melo chamou a atenção para tecnologias que são necessárias para fazer a transformação de energia que irá garantir a descarbonização do mercado do aço. A secretária alertou para os custos envolvidos no processo e que este é o maior desafio para países como o Brasil, reforçando a necessidade de financiamento internacional para que as empresas, sobretudo as pequenas e médias, avancem.

“Temos que pensar em financiamento internacional para ajudá-las a avançar em tecnologia e produção. Isso é muito importante. Se não fizermos isso, causaremos um problema social, já que apenas grandes empresas terão condições de custear as tecnologias necessárias para a transição energética”, disse.

No estado, a indústria do aço já vem adotando iniciativas para se adaptar à descarbonização, como a criação do Centro de Descarbonização Industrial pela ArcelorMittal e a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) e iniciativas de pesquisa e desenvolvimento por parte das empresas. Além disso, a Usiminas anunciou um plano para reduzir em 15% as emissões de gases de efeito estufa por tonelada de aço até 2030.

Comtiva do Governo de Minas na Semana do Clima

A Semana do Clima é um dos principais eventos da agenda climática mundial, organizado pelo Climate Group, em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU). Neste ano, os governos subnacionais estão protagonizando os debates ao lado da iniciativa privada para que, juntos, trabalhem no impulsionamento da transição energética.

Anualmente, a Semana do Clima reúne líderes mundiais e representantes de diversos países e estados nas áreas de negócios, governo, sociedade civil e setor climático. Uma comitiva do Governo de Minas participa de vários painéis no vento. Em um deles, o vice-governador Mateus Simões enfatizou o uso do etanol como combustível de veículos. “Carros elétricos ainda não são para todos. Não dá para ir por este caminho. Temos etanol e não dá para acompanhar a Europa em questão de carros elétricos”, afirmou.

O político lembrou que a Cemig passou a adotar o etanol como principal combustível para a frota leve da companhia. Com a medida, mais de 112 toneladas de CO2 deixaram de ser lançadas na atmosfera apenas no primeiro mês, contribuindo, dessa forma, para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

Minas Gerais também está investindo em hidrogênio verde como uma alternativa para reduzir a dependência de combustíveis fósseis. A empresa alemã Neuman & Esser está construindo uma fábrica pioneira na América Latina, com um investimento de R$ 70 milhões. A fábrica de geradores de hidrogênio verde será instalada em Belo Horizonte. A produção inicial será de módulos de 1 a 5 MW. As informações são da Agência Minas.

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