Moradores de Salinas protestam contra captação de água para mineração de lítio

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A água da Barragem de Salinas, no Norte de Minas, entrou no centro de uma disputa envolvendo moradores e a atividade de mineração. No domingo (7), uma manifestação reuniu moradores contrários à autorização para que a PLS Brasil Mineração retire água do reservatório para atender às operações do Projeto Colina.

A autorização foi concedida por meio de uma outorga emitida pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) em maio de 2026. O documento permite à mineradora realizar a captação de aproximadamente 150 mil litros de água por hora.

O recurso hídrico será destinado à Unidade de Tratamento de Minerais (UTM) do empreendimento, estrutura que terá a função de realizar o beneficiamento do minério de lítio extraído pelo projeto.

Projeto Colina depende de água para beneficiamento do lítio

A utilização da água está relacionada diretamente à etapa de processamento mineral prevista para o Projeto Colina. A UTM será responsável pelo tratamento do material produzido pela operação, tornando a disponibilidade hídrica um dos pontos associados ao funcionamento do empreendimento.

A outorga concedida pelo Igam estabelece a autorização para a retirada da água da Barragem de Salinas. O volume previsto, de cerca de 150 mil litros por hora, passou a gerar questionamentos entre moradores da cidade.

A manifestação realizada no domingo colocou a questão hídrica no centro do debate local, especialmente diante da utilização de um reservatório que também integra a realidade da população da região.

Posicionamento PLS

O Cidades & Minerais entrou em contato com a PLS Brasil Mineração, que enviaram a seguinte nota sobre o caso:

“A PLS Brasil Mineração solicitou ao Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM) a outorga para captação de água na Barragem de Salinas, destinada ao futuro abastecimento do Projeto Colina. A solicitação foi submetida com os estudos técnicos necessários para avaliação da disponibilidade hídrica e das condições de utilização do recurso, tendo sido aprovada em maio de 2026.

A outorga permite o consumo de 150 m³/h. É importante destacar que isso representa apenas 1,55% do volume útil anual da Barragem de Salinas, conforme os estudos realizados, e que a utilização da água somente ocorrerá dentro das condições e limites estabelecidos pelos órgãos responsáveis pela gestão dos recursos hídricos.

A PLS realizou estudos técnicos específicos para avaliar a disponibilidade hídrica e os potenciais impactos relacionados à utilização da água. Esses trabalhos foram desenvolvidos com o apoio de especialistas e consideraram, entre outros aspectos, a segurança hídrica, a manutenção dos usos existentes e a preservação das condições necessárias ao abastecimento da população. O compromisso da empresa é que o desenvolvimento do Projeto Colina ocorra buscando o menor impacto possível e sem comprometer o abastecimento da população de Salinas.

A empresa tem conhecimento das preocupações manifestadas por moradores em relação ao tema e considera legítimo que a comunidade busque informações e esclarecimentos sobre um recurso tão importante quanto a água. Por isso, a PLS tem procurado tratar o assunto com transparência e com base em informações técnicas, evitando especulações e contribuindo para que o debate seja fundamentado em dados e estudos.

A PLS também vem mantendo diálogo com a comunidade e com representantes do poder público e das instituições locais, apresentando informações sobre o Projeto Colina e esclarecendo dúvidas relacionadas, inclusive, à questão hídrica. A empresa permanece disponível para ampliar esses espaços de diálogo e prestar os esclarecimentos necessários.

Além disso, a PLS assinou voluntariamente um Acordo com o Estado de Minas Gerais, o Ministério Público de Minas Gerais e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA) e interveniência do IGAM e da Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM). Por meio desse acordo, a empresa se comprometeu a elaborar e fornecer estudos técnicos relacionados ao licenciamento ambiental e à regularização da Barragem de Salinas, incluindo o Plano de Segurança da Barragem e o Programa de Repovoamento da Fauna Aquática.

Essa iniciativa, realizada de forma voluntária e independente do processo de outorga para o Projeto Colina, reforça o compromisso da PLS com a segurança hídrica, a sustentabilidade, a proteção ambiental e o desenvolvimento responsável de Salinas e da região”

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