ALMG debate concessão da BR-381 em audiência pública nesta terça-feira (24)

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O novo processo de concessão da BR-381, seu edital e os desdobramentos previstos, serão temas de audiência pública na Comissão de Transporte, Comunicação e Obras Públicas da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta terça-feira (24). A reunião, solicitada pelo deputado Celinho Sintrocel (PCdoB), está prevista para as 10h.

Gestores da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Rocha Sampaio, diretor; e Marcelo Cardoso Fonseca, superintendente, foram convidados para participar das discussões. No último mês de julho, a entidade publicou o edital prevendo a concessão do trecho válido por 30 anos, com investimentos previstos de mais de R$ 9 bilhões em obras e em manutenção. A concessionária vencedora será definida após o leilão, marcado para 24 de novembro deste ano.

De acordo com a ANTT, o investimento nos dois anos iniciais dever chegar a R$ 1,1 bilhão e a finalização das intervenções na BR entre a Capital e Governador Valadares deve ocorrer em 2032. A arrecadação total para a concessionária após 30 anos de concessão é estimada em R$ 25,73 bilhões.

ALMG quer informações detalhadas

Na audiência pública, membros da comissão e da comunidade terão acesso a detalhes da proposta de concessão. O edital prevê a instalação de cinco praças de pedágio no percurso: em Caeté (Região Metropolitana de Belo Horizonte), João Monlevade (Central), Jaraguaçu, Belo Oriente e Governador Valadares, sendo as três últimas nos Vales do Aço e Rio Doce. Trechos de pistas simples e pistas duplicadas terão tarifas diferentes, conforme a proposta.

Ainda de acordo com o edital, ao todo, serão duplicados 134km. As obras ainda incluem 11,68 km de vias marginais, 43,4 km de faixas adicionais em pista dupla, 94,9 Km em pista simples, 152 km de correções de traçado, uma rampa de escape e 36 travessias de pedestres.

Na primeira etapa das intervenções de grande porte, deverão ser realizadas obras de ampliação para capacidade das vias, segurança viária, desapropriações e manutenção. Aproximadamente R$ 4,9 bilhões devem ser investidos nos oito primeiros anos.

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