Planta de filtragem da Anglo American rumo à capacidade plena

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A planta de filtragem de rejeitos da Anglo American alcançou um marco importante na fase de testes operacionais no âmbito do Sistema Minas-Rio. No final de março deste ano, a estrutura ultrapassou a marca de 1 milhão de toneladas de rejeito filtrado ainda durante o processo de comissionamento.

Em implantação desde 2022, a planta representa um investimento de cerca de R$ 5 bilhões e tem como principal objetivo transformar a forma de disposição de rejeitos da operação. Quando estiver em plena capacidade — prevista para o fim do primeiro semestre de 2026 — deverá evitar o envio de aproximadamente 85% do volume total de rejeitos para a barragem, prolongando sua vida útil e fortalecendo, ainda mais, a segurança do empreendimento.

Mais do que um avanço operacional, o projeto é apresentado como um passo consistente na estratégia de sustentabilidade da companhia. A fase de testes consolida não apenas a eficiência tecnológica da planta, como também a confiabilidade do sistema.

Nesse estágio, os ajustes operacionais — conhecidos como ramp-up — são determinantes para garantir estabilidade, previsibilidade e desempenho. Os resultados iniciais já indicam que a planta opera dentro dos parâmetros esperados, associados à disposição de rejeitos.

Nesse contexto, a filtragem surge como uma solução técnica capaz de atender a requisitos regulatórios, ao mesmo tempo em que acompanha uma tendência global do setor mineral: o avanço do empilhamento a seco.

O gerente de Operação de Empilhamento de Rejeitos, Gustavo Pitombeira, explica:
“Com o empilhamento do rejeito filtrado, passamos a lidar com um material seco, estável e geotecnicamente seguro. Essa solução representa uma evolução importante na forma de dispor rejeitos, reduzindo riscos, aumentando a segurança operacional e elevando nossos padrões ambientais. O empilhamento reforça nosso compromisso com uma mineração moderna, responsável e sustentável.”

Tecnologia que transforma a gestão de rejeitos

A planta utiliza tecnologia de filtragem para separar o rejeito em duas frações distintas: o material sólido e a água. O rejeito filtrado, com baixa umidade (cerca de 15%), passa a ser destinado a pilhas secas, enquanto a água extraída retorna ao processo produtivo.

Esse modelo representa uma mudança relevante no paradigma da mineração tradicional, ao reduzir a necessidade de disposição de rejeitos em barragens e ampliar o reaproveitamento hídrico. Dados técnicos do projeto indicam que a planta tem capacidade de processar até 24,6 milhões de toneladas por ano, com significativa recuperação de água para reutilização interna.

Além de aumentar a vida útil das estruturas existentes, a solução contribui para maior controle operacional e redução de riscos associados à disposição de rejeitos. Nesse contexto, a filtragem surge como uma solução técnica capaz de atender a requisitos regulatórios, ao mesmo tempo em que acompanha uma tendência global do setor mineral: o avanço do empilhamento a seco.

O gerente de Operação de Empilhamento de Rejeitos, Gustavo Pitombeira, explica:
“Com o empilhamento do rejeito filtrado, passamos a lidar com um material seco, estável e geotecnicamente seguro. Essa solução representa uma evolução importante na forma de dispor rejeitos, reduzindo riscos, aumentando a segurança operacional e elevando nossos padrões ambientais. O empilhamento reforça nosso compromisso com uma mineração moderna, responsável e sustentável.”

Com os testes em andamento e resultados iniciais positivos, a planta de filtragem caminha para sua operação plena ao longo de 2026. A expectativa é que, uma vez estabilizada, a estrutura consolide um novo padrão de gestão de rejeitos, alinhando produtividade, segurança e sustentabilidade.

Como funciona a filtragem de rejeitos

Etapas do processo:

  1. Recebimento – O rejeito chega na forma de polpa (mistura de água e partículas finas).
  2. Espessamento
  3. Filtragem – Os sólidos se separam da água com auxílio de reagentes. A polpa passa por filtros prensa, onde a água é retirada sob pressão.
  4. Formação da torta – O material se torna sólido, com cerca de 15% de umidade.
  5. Destinação – O rejeito seco é empilhado e a água retorna ao processo produtivo.

Resultado:

  • Reaproveitamento de água
  • Ainda mais segurança operacional

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