Grupo siderúrgico no Brasil suspende investimento por conta de aço importado

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Outro grupo siderúrgico brasileiro anunciou que seus negócios foram afetados devido ao aumento da chegada de aço importado, principalmente da China.

A Aperam anunciou na quinta-feira (7) que suspenderia projetos de investimentos devido ao excedente de aço importado no mercado brasileiro.

“Diante das atuais adversidades enfrentadas pela siderurgia brasileira, com excesso de aço importado no mercado e queda nas vendas, a Aperam South America informou que decidiu adiar a terceira fase do plano de investimentos/2025 originalmente prevista para 2024 , que é um investimento extremamente alto”, disse um comunicado da empresa.

A Aperam é uma empresa global que atua nos setores de aços inoxidáveis, elétricos e especiais, bem como no setor de reciclagem, com clientes em cerca de 40 países e uma fábrica em Timóteo, Vale do Aço, com capacidade de produção anual de aproximadamente 900 mil toneladas.

A empresa afirmou que esta nova fase dos planos de investimento é uma continuação dos investimentos iniciados em 2021 e que estão em fase de implementação.

Usiminas já vinha sofrendo com o impacto da chegada do aço importado

No final de novembro, a Usiminas confirmou o impacto do aumento das importações de aço em seus negócios, levando-a a deixar de abrir cerca de 600 empregos em Ipatinga, também no Vale do Aço. A siderúrgica também disse que estuda fechar o alto-forno 1 como forma de adaptar a produção à situação.

De acordo com pesquisa recente do Instituto Brasileiro do Aço (Iabr), a produção siderúrgica brasileira deve finalmente cair 8%, para 31,4 milhões de toneladas em 2023, com as vendas internas caindo 5,6%, para 19,2 milhões de toneladas. Por outro lado, as importações de aço estrangeiro aumentaram 48,6%, para 4,98 milhões de toneladas, segundo a entidade.

Cálculos feitos pela entidade indicam que a importação de 4,98 milhões de toneladas de aço em 2023 representa uma perda de receita de 2,8 bilhões de reais para o país e a transferência de 248.225 mil empregos para países produtores de aço. Pelos cálculos da entidade, a perda de receita da siderúrgica foi de 30,6 bilhões de reais.

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