Indenizações de Mariana avançam e 3 instituições disputam gestão dos pagamentos às vítimas

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O processo para definir a entidade responsável por executar pagamentos de indenizações e benefícios destinados aos atingidos pelo rompimento da barragem em Mariana avançou para uma nova fase. Três instituições foram pré-selecionadas para seguir na disputa que definirá quem ficará encarregado de conduzir parte essencial do acordo de reparação relacionado ao desastre ocorrido em 2015.

A etapa inicial da seleção foi conduzida pelo Ministério Público de Minas Gerais, Ministério Público Federal, Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais e pelo Governo de Minas Gerais, que atuam na coordenação do processo ligado à repactuação dos danos provocados pelo rompimento da barragem.

Três entidades seguem na disputa por Mariana

Entre as organizações que passaram pela primeira triagem estão a Ernst & Young Consultoria Contábil, Tributária e Perícias, a Fundação Getulio Vargas e o Instituto de Tecnologia e Desenvolvimento de Minas Gerais – H&P.

As instituições foram indicadas em um ofício encaminhado à Samarco Mineração, empresa que ficará responsável por conduzir a próxima fase do processo de contratação.

Junto ao documento, também foi enviado o Termo de Referência que estabelece as diretrizes para a escolha da entidade que executará o chamado Anexo 1 – Mariana e Reassentamentos, parte do acordo voltada ao pagamento de indenizações e benefícios à população afetada.

Nova fase ampliará participação de instituições

A próxima etapa do processo prevê que as três organizações pré-selecionadas ampliem a participação de outras instituições que possuam capacidade técnica para executar as atividades previstas no acordo.

Essa fase funcionará como uma nova rodada de seleção, permitindo a formação de propostas mais estruturadas para conduzir o programa de compensações.

Comitê avaliará propostas finais

Após a apresentação das propostas pela Samarco Mineração, o resultado será analisado por um comitê estadual formado pelo Governo de Minas Gerais, pelo Ministério Público de Minas Gerais, pelo Ministério Público Federal e pela Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais.

Caberá ao grupo examinar as propostas técnicas e comerciais e definir qual instituição assumirá a responsabilidade pelos pagamentos aos atingidos.

A previsão é que a entidade escolhida comece a atuar no segundo semestre de 2026, dando continuidade às medidas de reparação relacionadas ao desastre que atingiu Mariana em novembro de 2015.

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