Bananas cultivadas em solo afetado pelos rejeitos da barragem de Mariana apresentam níveis elevados de metais tóxicos e risco à saúde infantil

Publicado em

Pesquisadores brasileiros identificaram que as bananas cultivadas na região do estuário do rio Doce, em Linhares (ES), estão contaminadas com elementos potencialmente tóxicos (EPTs), como chumbo e cádmio. Esses elementos foram encontrados em níveis superiores aos limites recomendados pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), representando um risco significativo à saúde, especialmente para crianças que consomem a fruta.

O estudo levanta sérias preocupações sobre a qualidade dos alimentos na região, afetada pela poluição desde o rompimento da barragem do Fundão, em Mariana, no ano de 2015.

O impacto ambiental dos rejeitos da barragem de Mariana

A contaminação está diretamente associada aos rejeitos da barragem do Fundão, localizada em Mariana (MG), cujos resíduos atingiram áreas do estado do Espírito Santo após o desastre ocorrido em novembro de 2015.

O estudo liderado por cientistas da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e Universidade de Santiago de Compostela, na Espanha, buscou avaliar os riscos para a saúde humana decorrentes do consumo de alimentos cultivados em solos impactados por esses rejeitos. A pesquisa, publicada na revista científica Environmental Geochemistry and Health, revelou a presença de metais pesados em quantidades alarmantes.

A pesquisa teve como objetivo investigar o risco à saúde humana de produtos cultivados na área, como banana, mandioca e cacau. Os pesquisadores identificaram que os níveis de cádmio, cromo, cobre, níquel e chumbo nas plantas estavam diretamente relacionados à presença desses elementos no solo, que, por sua vez, estavam ligados aos óxidos de ferro presentes no rejeito da barragem.

Segundo Amanda Duim, primeira autora do estudo, a pesquisa mostrou que esses contaminantes migraram do solo para a água e, consequentemente, para as plantas, afetando suas folhas e frutos.

Matérias Relacionadas

Projeto da Vale prevê mais de 2 mil empregos e coloca Parauapebas diante de nova expansão da mineração

Projeto Alemão da Vale prevê mais de 2 mil empregos diretos na implantação de uma unidade de concentrado de cobre em Parauapebas, no Pará

Ferrovias batem recorde em 2025 e minério de ferro responde por 72% das cargas

Em 2025, as ferrovias brasileiras movimentaram 555,48 milhões de toneladas úteis, com o minério de ferro respondendo por cerca de 72% das cargas

Pará: Projeto Luanga prevê mina com capacidade para processar 10 milhões de toneladas de minério por ano

Projeto Luanga, localizado na região de Carajás, no Pará, prevê implantação de mina, unidade de beneficiamento e metalúrgica, com capacidade para processar até 10 milhões de toneladas de minério por ano

Mariana avança na política habitacional com construção de 352 apartamentos pelo Minha Casa, Minha Vida

Município assinou contratos para implantação de moradias populares e investimento de R$ 31,52 milhões em infraestrutura urbana; área também deverá receber novos projetos habitacionais

últimas Matérias

Terras raras no Sul de Minas atraem BNDES e podem movimentar R$ 3,5 bilhões em novo megaprojeto

Projeto Caldeira, entre Poços de Caldas e Caldas, pode ter participação do BNDES e prevê processamento de terras raras no Brasil em meio a acordo de R$ 3,5 bilhões da Lynas

ANM quer dividir fiscalização da mineração com estados e municípios e mira bilhões em royalties

A ANM quer ampliar a fiscalização da mineração com apoio de estados e municípios, monitorar barragens e empreendimentos e reforçar o controle da arrecadação da Cfem

Nióbio pode deixar carros mais leves e seguros e já representa 33% dos negócios da CBMM

Entenda como o nióbio usado em aços automotivos pode aumentar a resistência dos veículos, reduzir o peso e contribuir para a eficiência energética. O setor já representa 33% dos negócios da CBMM

Ternium investe R$ 25 bilhões no Brasil e comemora 20 anos na Bolsa de Nova York

Ternium completa 20 anos na Bolsa de Nova York, investe R$ 25 bilhões no Brasil e amplia aportes na Usiminas, no Rio de Janeiro e na formação técnica