BHP reconhece impactos do rompimento da Barragem do Fundão, mas nega responsabilidade por tragédia que matou 19 pessoas

Publicado em

Há um mês, a BHP, gigante do setor mineral, enviou suas alegações finais à Justiça da Inglaterra, reconhecendo os danos causados pelo rompimento da Barragem do Fundão, ocorrido em Mariana. A mineradora admitiu que a região ainda enfrenta sérios impactos sociais e ambientais, como a contaminação do Rio Doce, dificuldades no abastecimento de água e o aumento de transtornos mentais na população local.

BHP admite danos sociais e ambientais, mas argumenta que a Samarco tinha autonomia para operar a barragem

Apesar de reconhecer os efeitos devastadores da tragédia, a BHP não assume a responsabilidade pelo que é considerado o maior crime ambiental da história do Brasil, que resultou na morte de 19 pessoas. A empresa defende que a Samarco, joint venture controlada por ela e pela Vale, tinha autonomia para operar a barragem, isentando a BHP de responsabilidade direta pelos danos causados.

O processo jurídico em curso na corte inglesa pode resultar em indenizações bilionárias às vítimas da tragédia, já que a BHP, por ser uma corporação com sede na Inglaterra e na Austrália, tem obrigações legais internacionais. O tribunal poderá determinar um valor significativo para compensar as vítimas do desastre, mas a disputa judicial ainda segue em andamento, mantendo as comunidades afetadas e a opinião pública em alerta.

A ação judicial em andamento não apenas visa a responsabilização pelas mortes e danos causados, mas também representa um movimento mais amplo por justiça e reparação. O processo poderá ter um impacto considerável no futuro das operações das empresas envolvidas e nas políticas de segurança de barragens no Brasil e no mundo.

Matérias Relacionadas

Mineração se prepara para Super El Niño e reforça alerta sobre riscos no período chuvoso

Super El Niño e período chuvoso mobilizam o setor mineral em debate sobre prevenção, segurança de estruturas, comunicação de riscos e uso do aplicativo PROX

Empresa diz ter transformado mercúrio em ouro

Startup de fusão nuclear afirma ter convertido mercúrio em ouro e superado em 10 vezes um resultado do CERN, mas experimento ainda não foi confirmado de forma independente

Vale encerra emergência de barragem em Nova Lima e avança na recuperação de área com mais de 1.900 hectares

A Vale encerrou o nível de emergência da barragem B7A em Nova Lima e avança na descaracterização de estruturas e no plano de uso futuro da Mina de Águas Claras

Finep prorroga prazo para empresas disputarem R$ 215 milhões em inovação na transformação mineral

Finep prorroga até 30 de novembro a chamada de R$ 215 milhões para projetos de inovação em minerais críticos, terras raras e transformação mineral

últimas Matérias

Brasil lidera acordo na ONU para combater crimes ambientais e mira tráfico de minerais e ouro

Brasil avança na ONU para criar protocolo contra crimes ambientais, incluindo extração e tráfico ilegal de minerais, metais preciosos e resíduos

BHP investe até US$ 40 milhões em novo projeto de cobre no Chile próximo à Escondida

BHP e Codelco avançam no projeto Anillo, no Chile, com até US$ 40 milhões para estudar uma área de 24 mil hectares próxima à mina Escondida

Ex-Governador do MT é alvo de denúncia do MPF que cita 589 kg de mercúrio para garimpos

Mauro Mendes é denunciado por suposto esquema de mercúrio que teria movimentado R$ 747,5 milhões em ouro

Passada a eleição, quem negocia o subsolo agora precisa dizer como

Poucas palavras atravessaram esta campanha presidencial com tanta força quanto soberania. Ela esteve nos planos de governo, nos debates, nas redes sociais e, de um modo que seria difícil imaginar há alguns anos, chegou ao subsolo