Fosfato atinge US$ 583 por tonelada e vira peça-chave entre fertilizantes e baterias LFP

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Antes concentrado quase exclusivamente nas lavouras, o fosfato está ganhando uma nova função estratégica: ser parte fundamental na produção de baterias de carros elétricos. Com o avanço da mobilidade elétrica e a contínua necessidade de fertilizantes na agricultura, a demanda pelo insumo mineral está em alta — e isso já se reflete no preço da commodity.

Segundo dados da consultoria americana Trading Economics, a tonelada do fosfato diamônico (DAP) chinês era cotada a US$ 583,50 até o dia 5 de abril. A valorização acompanha o movimento global de ampliação da produção de baterias LFP — compostas por lítio, ferro e fosfato — e o crescimento da agricultura em larga escala. As cotações são atualizadas com base na bolsa de Chicago, uma das principais referências internacionais para o mercado de commodities.

Fosfato entra no radar do mercado bilionário de veículos elétricos

De acordo com relatório recente apresentado pela multinacional Mosaic a seus investidores, cresce rapidamente o interesse da indústria de baterias pela utilização do fosfato como matéria-prima. A companhia, que atua globalmente no setor de insumos agrícolas, alertou que a concorrência pelo mineral tende a se intensificar com o avanço da tecnologia LFP, que já é amplamente adotada por montadoras na China e começa a se expandir para outros mercados.

Até pouco tempo, o uso do fosfato era praticamente exclusivo do setor de fertilizantes. Agora, com a demanda pressionada por dois segmentos estratégicos — produção de alimentos e transição energética —, o cenário aponta para uma disputa cada vez mais acirrada pelo controle da oferta global do insumo.

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