Ministro do MME, Alexandre Silveira, defende exploração de petróleo no Amazonas

Publicado em

O pedido de licença feito pela Petrobrás para a exploração de petróleo no Amazonas foi rejeitado Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). 

O chefe do Ministério de Minas e Energia, Alexandre Silveira, questionou a decisão do Ibama de negar a exploração de petróleo em uma área próxima à Foz do Amazonas. O ministro afirma que mobilizou formas de superar os obstáculos para a obtenção junto ao presidente do Ibama e que foi surpreendido pela decisão. De acordo com Alexandre Silveira, a exigência do Ibama para a realização da Avaliação Ambiental de Área Sedimentar pode tornar a exploração de gás e petróleo inviável na margem equatorial brasileira. A avaliação consiste em um estudo que avalia os impactos socioambientais que podem ser causados pela exploração de petróleo e gás natural na região.

O bloco da Petrobras está a 175 km da costa do Amapá e a cerca de 500 km da Foz do Rio Amazonas — Foto: Jornal Nacional | Reprodução

O Ministério de Minas e Energia e a Petrobrás apontam que o estudo deveria ter sido realizado antes da licitação dos blocos. O Ibama, no entanto, afirma que tem cobrado a realização do estudo e que esta é responsabilidade dos ministérios de Minas e Energia e de Meio Ambiente.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, defendeu o posicionamento do Ibama e afirmou que o governo federal irá respeitar a decisão do órgão e cumprir a lei.

“É uma decisão técnica e, num governo republicando, isso é respeitado. Se uma licença é negada [pelo Ibama], ela está negada” – afirmou.

Reapresentação do pedido

Após dias de discussão no congresso e no Ministério de Meio Ambiente, o Ibama anunciou, em nota, que irá reanalisar o pedido. A reapresentação foi feita pela Petrobrás na última quinta-feira (25).

“O Ibama informa que recebeu nesta quinta-feira (25/05) a reapresentação de Pedido de Expedição de licença ambiental para atividade de perfuração marítima no Bloco FZA-M-59, na Margem Equatorial Brasileira, pela Petrobras. O Instituto vai analisar novamente a proposta e discutir tecnicamente as alterações apresentadas no novo pedido”

 

 

Matérias Relacionadas

Projeto da Vale prevê mais de 2 mil empregos e coloca Parauapebas diante de nova expansão da mineração

Projeto Alemão da Vale prevê mais de 2 mil empregos diretos na implantação de uma unidade de concentrado de cobre em Parauapebas, no Pará

Ferrovias batem recorde em 2025 e minério de ferro responde por 72% das cargas

Em 2025, as ferrovias brasileiras movimentaram 555,48 milhões de toneladas úteis, com o minério de ferro respondendo por cerca de 72% das cargas

Pará: Projeto Luanga prevê mina com capacidade para processar 10 milhões de toneladas de minério por ano

Projeto Luanga, localizado na região de Carajás, no Pará, prevê implantação de mina, unidade de beneficiamento e metalúrgica, com capacidade para processar até 10 milhões de toneladas de minério por ano

Mariana avança na política habitacional com construção de 352 apartamentos pelo Minha Casa, Minha Vida

Município assinou contratos para implantação de moradias populares e investimento de R$ 31,52 milhões em infraestrutura urbana; área também deverá receber novos projetos habitacionais

últimas Matérias

Terras raras no Sul de Minas atraem BNDES e podem movimentar R$ 3,5 bilhões em novo megaprojeto

Projeto Caldeira, entre Poços de Caldas e Caldas, pode ter participação do BNDES e prevê processamento de terras raras no Brasil em meio a acordo de R$ 3,5 bilhões da Lynas

ANM quer dividir fiscalização da mineração com estados e municípios e mira bilhões em royalties

A ANM quer ampliar a fiscalização da mineração com apoio de estados e municípios, monitorar barragens e empreendimentos e reforçar o controle da arrecadação da Cfem

Nióbio pode deixar carros mais leves e seguros e já representa 33% dos negócios da CBMM

O nióbio vem ganhando espaço na indústria automotiva por contribuir para a fabricação de...

Ternium investe R$ 25 bilhões no Brasil e comemora 20 anos na Bolsa de Nova York

Ternium completa 20 anos na Bolsa de Nova York, investe R$ 25 bilhões no Brasil e amplia aportes na Usiminas, no Rio de Janeiro e na formação técnica