ArcelorMittal e Petrobrás fazem avaliação conjunta de oportunidades de negócios de baixo carbono em 2024

Publicado em

 

A ArcelorMittal Brasil e a Petrobras assinaram recentemente um Memorando de Entendimento com o objetivo de estudar potenciais modelos de negócio mutuamente benéficos na economia de baixo carbono. O acordo prevê que as companhias busquem identificar em conjunto oportunidades comerciais e potenciais parcerias no Brasil que estejam alinhadas às estratégias de diversificação e descarbonização.

Conforme divulgado pela ArcelorMittal, a cooperação ampla decorre de “sinergias” identificadas em um estudo conjunto voltado ao desenvolvimento de um hub de CCS (captura e armazenamento de CO2) no estado do Espírito Santo, além da avaliação de modelos de negócios que viabilizem economicamente a sua implementação. Na prática, o CCS é uma técnica que envolve a captura do CO2 e a retenção no subsolo, evitando a saída do gás para a atmosfera e contribuindo para minimizar os efeitos das mudanças climáticas.

A empresa ainda explica que, no conceito de hub, o CO2 é capturado em diferentes localidades e fontes de emissão (indústria de aço, termoelétricas, indústria de cimento, unidades de processamento de gás natural, entre outros) e transportado por meio de uma malha de gasodutos conectada, que pode ser compartilhada e otimizada para o armazenamento de grandes quantidades de CO2 em reservatórios geológicos adequados.

A adoção do conceito de hub, com a utilização de malhas conectadas, pode potencializar a viabilidade técnica e econômica, favorecendo a utilização do CCS como uma opção relevante de descarbonização em larga escala, ainda de acordo com a ArcelorMittal.

Petrobras já mapeia reservatórios para armazenar carbono

Por meio de um comunicado, as empresas informaram que a Petrobras já iniciou o mapeamento de reservatórios geológicos que podem se configurar como opção segura e adequada de armazenamento do carbono. A estatal , estuda também instalações da companhia existentes no Espírito Santo para integrarem a infraestrutura do hub de CCS para o estado.

“O segmento siderúrgico é uma das áreas em que a Petrobras pode agregar muito valor, em possíveis parcerias de negócio de baixo carbono ou explorando potenciais acordos comerciais vinculados aos projetos que a Petrobras desenvolve no setor, envolvendo não somente CCS, mas também energia renovável, hidrogênio e seus derivados e combustíveis de baixo carbono”, explica o diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Maurício Tolmasquim.

“Este acordo com a ArcelorMittal é mais uma das iniciativas que a Petrobras desenvolve em conjunto com empresas líderes em seus segmentos de atuação e demonstra o compromisso das duas companhias em construir um futuro mais sustentável, buscando uma transição para uma economia de baixo carbono de forma justa e inclusiva, que promova de forma concomitante o desenvolvimento econômico, social e ambiental do Brasil”, complementa o diretor.

O CEO ArcelorMittal Aços Planos América Latina, Jorge Oliveira, diz que projetos de captura e uso do CO2 de forma produtiva e segura, com transporte e armazenamento adequados, representam uma estratégia tecnológica fundamental diante de um cenário de economia de baixo carbono. Ele destaca o interesse das duas empresas em identificarem soluções mutuamente benéficas, que sejam tecnicamente possíveis e economicamente sustentáveis, alinhadas com a meta global do Grupo de se tornar neutro em carbono até 2050.

“É mais um passo em nossa jornada pela descarbonização. A transição para uma economia mais sustentável em relação ao carbono é essencial para enfrentar os desafios das mudanças climáticas e preservar o meio ambiente para as futuras gerações. Nós estamos comprometidos a participar ativamente desse processo”, avalia o executivo.

ArcelorMittal atua em sete estados brasileiros

A produtora de aço é responsável por gerar cerca de 150 mil empregos, sendo 17 mil no Brasil, e atende a clientes em 155 países. A empresa tem unidades industriais no Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina (foto)  e São Paulo, além de unidades de distribuição e serviços em todo o país, sendo a única do setor no Brasil a contar com a certificação ResponsibleSteel.

De acordo com a empresa, as suas plantas brasileiras têm capacidade de produção anual de 8,5 milhões de toneladas de minério de ferro e de 15,5 milhões de toneladas de aço bruto, com aplicação nas indústrias automobilística, de eletrodomésticos, construção civil e naval, dentre outras. A empresa atua, ainda, em áreas diversificadas como geração de energia para consumo próprio, produção de biorredutor renovável (carvão vegetal a partir de florestas renováveis de eucalipto) e tecnologia da informação.

Matérias Relacionadas

Projeto da Vale prevê mais de 2 mil empregos e coloca Parauapebas diante de nova expansão da mineração

Projeto Alemão da Vale prevê mais de 2 mil empregos diretos na implantação de uma unidade de concentrado de cobre em Parauapebas, no Pará

Ferrovias batem recorde em 2025 e minério de ferro responde por 72% das cargas

Em 2025, as ferrovias brasileiras movimentaram 555,48 milhões de toneladas úteis, com o minério de ferro respondendo por cerca de 72% das cargas

Pará: Projeto Luanga prevê mina com capacidade para processar 10 milhões de toneladas de minério por ano

Projeto Luanga, localizado na região de Carajás, no Pará, prevê implantação de mina, unidade de beneficiamento e metalúrgica, com capacidade para processar até 10 milhões de toneladas de minério por ano

Mariana avança na política habitacional com construção de 352 apartamentos pelo Minha Casa, Minha Vida

Município assinou contratos para implantação de moradias populares e investimento de R$ 31,52 milhões em infraestrutura urbana; área também deverá receber novos projetos habitacionais

últimas Matérias

Terras raras no Sul de Minas atraem BNDES e podem movimentar R$ 3,5 bilhões em novo megaprojeto

Projeto Caldeira, entre Poços de Caldas e Caldas, pode ter participação do BNDES e prevê processamento de terras raras no Brasil em meio a acordo de R$ 3,5 bilhões da Lynas

ANM quer dividir fiscalização da mineração com estados e municípios e mira bilhões em royalties

A ANM quer ampliar a fiscalização da mineração com apoio de estados e municípios, monitorar barragens e empreendimentos e reforçar o controle da arrecadação da Cfem

Nióbio pode deixar carros mais leves e seguros e já representa 33% dos negócios da CBMM

Entenda como o nióbio usado em aços automotivos pode aumentar a resistência dos veículos, reduzir o peso e contribuir para a eficiência energética. O setor já representa 33% dos negócios da CBMM

Ternium investe R$ 25 bilhões no Brasil e comemora 20 anos na Bolsa de Nova York

Ternium completa 20 anos na Bolsa de Nova York, investe R$ 25 bilhões no Brasil e amplia aportes na Usiminas, no Rio de Janeiro e na formação técnica