ANM e Defesa Civil fazem operação para fiscalizar barragens em níveis 2 e 3 de emergência em Minas

Publicado em

 

A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) e a Agência Nacional de Mineração (ANM) realizaram nesta terça-feira (5) uma operação para fiscalizar sete estruturas de barragens em Minas Gerais, classificadas em níveis 2 e 3 de emergência. A ação foi voltada para a inspeção das Zonas de Autossalvamento (ZAS), como forma de garantir a completa e permanente evacuação da população que reside nas imediações das barragens.

A ANM faz o monitoramento e a avaliação dos níveis de emergência, além da fiscalização junto à Defesa Civil Estadual. A Cedec também é responsável por verificar se as ZAS estão completamente evacuadas, em conformidade com as exigências legais previstas na Lei 23.291/19.

“A segurança da população é nossa principal preocupação, por isso estamos comprometidos em adotar as melhores práticas e trabalhar em colaboração com a comunidade para garantir que todas as medidas necessárias sejam tomadas para prevenir desastres”, explica a diretora de Segurança de Barragens da Defesa Civil Estadual, a tenente Ive Cangussu Machado.

Resolução da ANM define níveis de emergência das estrtuturas

As barragens selecionadas para fiscalização, segundo o Sistema Integrado de Gestão de Barragens de Mineração (SIGBM), coordenado pela ANM, são categorizadas em níveis de emergência com base em sua criticidade. Os critérios para a classificação são definidos de acordo com as diretrizes da Resolução nº 95 da ANM.

Classificação das barragens é feita levando em conta condições de criticidade

“Nas estruturas níveis 2 e 3 de emergência é proibido que pessoas residam ou circulem nas áreas afetadas, devido ao comprometimento dessas estruturas, então monitoramos continuamente para garantir a segurança das comunidades que vivem nas proximidades dessas áreas de risco”, explica a tenente Ive.

A localização das estruturas visoriadas, no entanto, não foi divulgada pelas instituições que realizaram a fiscalização. As informações são da Agência Minas.

Matérias Relacionadas

Projeto da Vale prevê mais de 2 mil empregos e coloca Parauapebas diante de nova expansão da mineração

Projeto Alemão da Vale prevê mais de 2 mil empregos diretos na implantação de uma unidade de concentrado de cobre em Parauapebas, no Pará

Ferrovias batem recorde em 2025 e minério de ferro responde por 72% das cargas

Em 2025, as ferrovias brasileiras movimentaram 555,48 milhões de toneladas úteis, com o minério de ferro respondendo por cerca de 72% das cargas

Pará: Projeto Luanga prevê mina com capacidade para processar 10 milhões de toneladas de minério por ano

Projeto Luanga, localizado na região de Carajás, no Pará, prevê implantação de mina, unidade de beneficiamento e metalúrgica, com capacidade para processar até 10 milhões de toneladas de minério por ano

Mariana avança na política habitacional com construção de 352 apartamentos pelo Minha Casa, Minha Vida

Município assinou contratos para implantação de moradias populares e investimento de R$ 31,52 milhões em infraestrutura urbana; área também deverá receber novos projetos habitacionais

últimas Matérias

Terras raras no Sul de Minas atraem BNDES e podem movimentar R$ 3,5 bilhões em novo megaprojeto

Projeto Caldeira, entre Poços de Caldas e Caldas, pode ter participação do BNDES e prevê processamento de terras raras no Brasil em meio a acordo de R$ 3,5 bilhões da Lynas

ANM quer dividir fiscalização da mineração com estados e municípios e mira bilhões em royalties

A ANM quer ampliar a fiscalização da mineração com apoio de estados e municípios, monitorar barragens e empreendimentos e reforçar o controle da arrecadação da Cfem

Nióbio pode deixar carros mais leves e seguros e já representa 33% dos negócios da CBMM

Entenda como o nióbio usado em aços automotivos pode aumentar a resistência dos veículos, reduzir o peso e contribuir para a eficiência energética. O setor já representa 33% dos negócios da CBMM

Ternium investe R$ 25 bilhões no Brasil e comemora 20 anos na Bolsa de Nova York

Ternium completa 20 anos na Bolsa de Nova York, investe R$ 25 bilhões no Brasil e amplia aportes na Usiminas, no Rio de Janeiro e na formação técnica