A Polícia Federal (PF) inaugurou, em Brasília (DF), um Laboratório de Geoquímica Forense para Rastreabilidade Mineral, instalado no Instituto Nacional de Criminalística (INC). A nova estrutura representa um avanço na capacidade de investigação de crimes relacionados à exploração mineral, especialmente aqueles envolvendo a extração ilegal de ouro e outros delitos ambientais.
O espaço foi desenvolvido para permitir a identificação da origem do ouro por meio de análises geoquímicas. A tecnologia poderá auxiliar os investigadores a identificar a procedência do metal e produzir informações técnicas capazes de fortalecer apurações sobre atividades minerais ilegais.
A iniciativa amplia os recursos disponíveis para o trabalho pericial da Polícia Federal e reforça o uso da ciência como ferramenta de combate a crimes ambientais. Com a possibilidade de rastrear a origem do ouro, as investigações poderão contar com elementos adicionais para esclarecer a procedência do material encontrado em operações policiais.
Laboratório de rastreabilidade mineral amplia o combate ao garimpo ilegal
A identificação da origem do ouro é um dos desafios enfrentados pelas autoridades no combate à extração ilegal. Isso porque o metal pode circular por diferentes etapas da cadeia comercial, dificultando a identificação de sua procedência e a responsabilização dos envolvidos em atividades clandestinas.
Com a implantação do laboratório, a Polícia Federal passa a contar com uma estrutura especializada para realizar análises que podem contribuir para esclarecer a origem de amostras minerais. Os resultados poderão servir de suporte técnico às investigações e ajudar a identificar possíveis conexões entre o ouro apreendido e áreas de exploração irregular.
Além do garimpo ilegal, a nova unidade também poderá contribuir para investigações relacionadas a outros crimes ambientais associados à atividade mineral. A iniciativa reforça a importância de ferramentas científicas para ampliar a capacidade de fiscalização e produção de provas.
A inauguração do laboratório integra o Programa Ouro Alvo, desenvolvido pela Polícia Federal com apoio financeiro do Fundo Amazônia. A iniciativa faz parte do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (AMAS), que reúne ações voltadas ao fortalecimento da segurança.




