A cidade de Itabira, na região Central de Minas Gerais, não possui mais estruturas da Vale classificadas em nível de emergência. A mudança ocorreu após a Agência Nacional de Mineração (ANM) encerrar a classificação de emergência do Sistema Pontal, localizado na Mina Cauê. Com a decisão, nenhuma estrutura da mineradora no município permanece nessa categoria.
A medida representa uma mudança importante no cenário de segurança das estruturas da companhia em Itabira. Segundo a Vale, a reclassificação foi possível após a conclusão das intervenções de reforço do Dique Minervino, finalizadas em dezembro de 2025.
De acordo com a empresa, as obras contribuíram para elevar os fatores de segurança do sistema e atender às exigências previstas na legislação. O diretor de Operações da Vale em Itabira, Diogo Monteiro, considerou a decisão um marco para o município e destacou o reconhecimento das medidas adotadas para ampliar a segurança das estruturas.
Sistema Pontal em Itabira passa por mudanças após obras de reforço
O Sistema Pontal é formado por diferentes estruturas associadas à operação da Mina Cauê. Entre elas estão os Diques Minervino e Nova Vista, que permanecem em processo de descaracterização, além dos Diques 2, 3, 4 e 5, cujas obras já foram concluídas. O conjunto também inclui uma barragem principal construída pelo método a jusante.
Segundo a Vale, o sistema conta com Declarações de Condição de Estabilidade positivas, emitidas por auditorias externas independentes. O monitoramento das estruturas é realizado continuamente pelo Centro de Monitoramento Geotécnico.
A retirada da classificação de emergência do Sistema Pontal ocorre em meio à continuidade do programa de descaracterização de estruturas da mineradora em Itabira. O planejamento contempla dez estruturas, das quais oito já tiveram as respectivas obras concluídas.
Os trabalhos restantes envolvem o Dique Minervino e o Cordão Nova Vista. As intervenções começaram em junho de 2026, com previsão de conclusão em 2030 e 2033, respectivamente.
Vale prevê 300 empregos e soma R$ 13,7 bilhões em investimentos
Além das intervenções estruturais, o cronograma de descaracterização também prevê impactos sobre o mercado de trabalho local. Segundo a mineradora, as atividades poderão gerar aproximadamente 300 empregos diretos e indiretos durante o período de maior movimentação das obras. A empresa informa que haverá prioridade para a contratação de trabalhadores da própria região.
Outra medida relacionada à segurança das operações foi a implantação de duas Estruturas de Contenção a Jusante (ECJs). A primeira, denominada ECJ Coqueirinho, teve as obras concluídas em junho de 2022. Já a ECJ2 foi finalizada em setembro de 2025.
No cenário nacional, a Vale informou que concluiu a descaracterização de 19 das 30 barragens incluídas em seu programa, o equivalente a 63% do total previsto. Os investimentos acumulados nessa frente de atuação alcançam R$ 13,7 bilhões.
O encerramento do nível de emergência do Sistema Pontal representa mais uma etapa das mudanças realizadas pela companhia em Itabira. Mesmo com a reclassificação, as intervenções de descaracterização continuam em andamento, enquanto o monitoramento das estruturas permanece como parte das medidas de segurança da operação.


