Usiminas se recupera no primeiro trimestre de 2024 na siderurgia, mas importações preocupam

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A Usiminas divulgou, nesta terça-feira (24), a avaliação dos resultados do primeiro trimestre de 2024. A companhia registrou Lucro Líquido de R$ 36 milhões, o que representa uma queda de 96,3% em relação ao trimestre anterior, quando foi alcançado R$ 975 milhões.

De acordo com a empresa, o Ebitda Ajustado Consolidado dos primeiros três meses do ano ficou em R$ 416 milhões, apresentando uma redução de 33% em relação ao trimestre anterior. Se forem desconsiderados os efeitos não recorrentes reportados no quarto trimestre de 2024, seria registrado um Ebitda 29% superior ao trimestre anterior.

Na Siderurgia, a Usiminas reverteu os resultados apresentados nos trimestres anteriores, alcançando um Ebitda de R$ 334 milhões. Esse foi o melhor Ebitda registrado pela Siderurgia desde o início da reforma do Alto-forno 3.

“A nossa expectativa de reverter os resultados da Siderurgia se confirmaram, e voltamos a apresentar Ebitda positivo, fruto do trabalho e foco na melhoria contínua nos últimos trimestres. Aproveito então para agradecer o empenho de cada um de nossos colaboradores e colaboradoras”, resumiu o presidente da companhia, Marcelo Chara.

A Siderurgia voltou a apresentar resultados positivos em função dos ganhos de eficiência com a retomada do Alto-forno 3, da estabilidade dos volumes de vendas de aço e leve queda da receita líquida. Essa queda do mix de exportação foi parcialmente compensada pela maior participação das vendas nacionais para o setor automotivo. A produção de aço bruto no 1T24 foi de 700 mil toneladas, 19,7% superior em relação ao 4T23 (585 mil toneladas).

Em relação ao mercado, Chara sinaliza que 2024 começou desafiador, com forte pressão das importações, que em março registrou o terceiro maior valor desde 2010, e uma previsão de crescimento econômico moderado no Brasil. “Se compararmos o primeiro trimestre de 2024 com o mesmo período de 2023, verificamos um aumento de 18% nas importações de aços planos. Por outro lado, há sinais positivos de recuperação do setor automotivo e também enxergamos boas oportunidades nos setores onde atuamos, como infraestrutura, construção civil e industrial”, reforçou o presidente.

Mineração Usiminas

Na Mineração, o volume de vendas no 1T24 foi de 2,0 milhões de toneladas, inferior em 17,7% em relação ao 4T23, acompanhando o volume de produção, impactado pelo período de chuvas, parada temporária da ITM Leste e manutenções programadas. Em comparação com primeiro trimestre de 2023, o volume de vendas se manteve estável. Já o Ebitda foi de R$83 milhões, contra R$327 milhões no 4T24, fruto do menor volume de vendas e dos menores preços praticados.

“Na Mineração Usiminas, estamos desenvolvendo novas frentes de lavras para alcançar o ritmo de operações e vendas previsto”, afirmou Chara.

Para o futuro, o presidente reforça que a Usiminas vai continuar focada na busca pela excelência operacional, nossa integração com as comunidades, melhorando cada vez o desempenho ambiental, de segurança e atendimento aos clientes. “Tudo isso com pleno desenvolvimento dos nossos times de trabalho”, finaliza.

 

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