Onze anos após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, a data de 5 de novembro volta a mobilizar moradores atingidos, entidades e movimentos sociais. Nesta quinta-feira, a cidade recebe uma série de atividades em memória das vítimas e de reivindicação por medidas efetivas de reparação. A programação também se estende ao longo de novembro, com eventos em Mariana, Ouro Preto e Belo Horizonte.
O calendário reúne momentos solenes, exposições, manifestações culturais e debates sobre mineração, memória e direitos das populações atingidas. Mais de uma década depois do desastre, as comunidades continuam apontando impactos na saúde, no meio ambiente e em seus modos de vida.
Tragédia de Fundão completa 11 anos com cobrança por reparação em Mariana
As atividades desta quinta-feira começam às 10h, quando a Comissão de Atingidos e Atingidas pela Barragem de Fundão promove um momento solene no território onde ficava Bento Rodrigues, distrito destruído pela lama em 2015.
Às 16h, a Praça Gomes Freire recebe o ato “Toque da Sirene”, organizado pelo jornal A Sirene. Dez minutos depois, às 16h10, está prevista a reabertura do Bar da Sandra, no reassentamento de Bento Rodrigues.
Segundo informações divulgadas pela Cáritas MG, os atingidos defendem maior participação nas decisões relacionadas à reparação e reivindicam a continuidade do acompanhamento técnico independente. As demandas mostram que, mesmo após 11 anos, o processo ainda é marcado por disputas e pela busca por garantias às comunidades afetadas.
Exposições, debates e atividades culturais seguem até 26 de novembro
A programação começou na terça-feira, dia 3, com a exposição fotográfica “Entre Minas”, de Wilson da Costa, na sede da Associação dos Docentes da UFOP, em Ouro Preto. A mostra permanece aberta até 13 de novembro.
Nesta quarta-feira, dia 4, a agenda prevê distribuição de mudas na MG-262, em frente à Escola Família Agrícola Paulo Freire, das 7h às 10h. Já no sábado, dia 7, às 8h, o reassentamento de Paracatu de Baixo recebe a exposição “Paracatu não esquece: da memória à luta”.
Outro compromisso está marcado para 14 de novembro, às 9h, no Clube Marianense. O encontro celebra os dez anos da Assessoria Técnica Independente da Cáritas em Mariana.
Até o dia 26, também estão previstos debates sobre mineração e cobertura jornalística, exibição de filme, apresentações culturais e lançamentos de livros. As atividades ampliam o espaço para a preservação da memória do desastre e para a discussão sobre os desafios que permanecem na vida das populações atingidas.

