O município de Itabira recebeu, no mês de setembro, R$ 31.048.101,59 em repasses da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), de acordo com dados oficiais da Agência Nacional de Mineração (ANM). O valor confirma a posição de destaque da cidade entre os maiores beneficiários da taxa de mineração em Minas Gerais e no Brasil.
A CFEM, conhecida como o “royalty da mineração”, é uma contraprestação paga pelas empresas mineradoras à União pela exploração dos recursos minerais. Parte desses recursos é destinada diretamente aos municípios mineradores, como Itabira, que historicamente concentra suas receitas na atividade extrativa.
CFEM em Itabira
O montante arrecadado em setembro reforça a relevância da mineração de ferro para a economia local, uma vez que Itabira é reconhecida como o berço da Vale e detém tradição de quase oito décadas de exploração mineral em larga escala. Apesar disso, especialistas apontam para a necessidade de diversificação econômica, já que a cidade ainda mantém forte dependência dessa fonte de receita.
Os recursos da CFEM possuem destinação obrigatória: devem ser aplicados em áreas como saúde, educação, infraestrutura e em projetos de desenvolvimento econômico sustentável. A legislação também prevê que parte do montante seja utilizada em iniciativas de recuperação ambiental e em medidas que reduzam os impactos sociais da mineração.
Com a arrecadação de setembro, Itabira se mantém entre os municípios mineiros com maior participação na distribuição da CFEM, ao lado de cidades como Congonhas, Mariana, Nova Lima e Brumadinho. Nos últimos anos, esses repasses têm garantido um reforço significativo para os cofres municipais, ao mesmo tempo em que reacendem debates sobre planejamento urbano, investimentos em longo prazo e a preparação da cidade para o período pós-mineração.


