Em um evento que reuniu mais de 200 participantes na 1ª Jornada Jurídica de Itabira, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, compartilhou reflexões marcantes sobre propósito, liderança e a urgência de uma atuação pública baseada na integridade.
Com base em sua trajetória à frente da Advocacia-Geral da União, do Ministério da Justiça e agora no STF, Mendonça não apenas contou experiências, mas também desafiou o público a repensar seus caminhos pessoais e profissionais, com foco em um futuro mais coerente com valores éticos e coletivos.
André Mendonça destacou que o Brasil enfrenta crise de liderança com valores frágeis
Ao abrir sua fala, o ministro André Mendonça lançou uma pergunta provocativa ao público: “Por que você está aqui?” — um convite à introspecção sobre as motivações que movem nossas decisões. Segundo ele, um propósito bem definido é essencial para orientar não só a carreira, mas também o modo como se vive a vida.
Mendonça destacou que o planejamento de longo prazo, diante das mudanças nas regras de aposentadoria e da expectativa de vida, deve ir além do trabalho: é necessário projetar um futuro com significado. “Não basta apenas descansar, é preciso encontrar sentido mesmo após os ciclos profissionais se encerrarem”, ressaltou.
Um dos pontos centrais da palestra foi a escassez de lideranças comprometidas com causas maiores. De acordo com André Mendonça, o país vive um momento delicado em que a ausência de líderes éticos é mais grave do que a carência de capacitação técnica.
Ele observou que, embora diplomas sejam importantes, não garantem um trabalho com impacto real. “É difícil montar uma equipe com pessoas dispostas a fazer a diferença. O desafio maior não está na formação, mas na disposição de servir com propósito”, afirmou.
Para o ministro André Mendonça, nenhuma formação ou cargo é suficiente se não houver integridade. Ele enfatizou que líderes de verdade combinam preparo técnico com compromisso moral, sendo capazes de inspirar e transformar ambientes, mesmo em estruturas públicas complexas.
“Não precisamos apenas de bons gestores, mas de pessoas éticas, corajosas e guiadas por valores. O serviço público carece de quem vá além das funções formais e atue com espírito de missão”, reforçou Mendonça.






