O Espírito Santo assumiu a liderança do crescimento industrial brasileiro nos oito primeiros meses de 2026. Entre janeiro e agosto, a produção industrial do estado avançou 17,7% na comparação com o mesmo intervalo de 2025, resultado muito superior à expansão de 0,8% registrada no país.
O desempenho colocou o território capixaba à frente das demais unidades da Federação analisadas no levantamento. Pernambuco ocupou a segunda posição, com crescimento de 13,9%, seguido por Mato Grosso do Sul, que apresentou alta de 7,1%.
Os números mostram a força da atividade industrial capixaba em um período no qual o avanço da produção nacional permaneceu limitado. O resultado do Espírito Santo teve como principal motor a indústria extrativa, diretamente ligada à exploração de recursos naturais e à produção de matérias-primas estratégicas.
Indústria extrativa impulsiona crescimento de 26,5% no Espírito Santo
A produção extrativa acumulou expansão de 26,5% no Espírito Santo entre janeiro e agosto de 2026. O avanço foi associado ao aumento da produção de petróleo, gás natural e pelotas de minério de ferro, atividades que ocupam posição importante na estrutura industrial do estado.
O resultado evidencia o peso dos recursos naturais no desempenho econômico capixaba. Além de abastecer diferentes segmentos industriais, a produção desses insumos conecta o estado a cadeias produtivas que atendem tanto ao mercado interno quanto à demanda internacional.
A combinação entre petróleo, gás e minério de ferro ajudou a impulsionar o indicador geral da indústria estadual, contribuindo para a diferença expressiva em relação à média brasileira.
Espírito Santo abre vantagem sobre os demais estados no ranking industrial
O levantamento que colocou o Espírito Santo na primeira posição foi elaborado com base na Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados foram compilados pelo Observatório da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes).
Na comparação com os demais destaques do período, a diferença foi significativa. O crescimento capixaba superou em 3,8 pontos percentuais o resultado de Pernambuco e ficou 10,6 pontos percentuais acima do registrado por Mato Grosso do Sul.
A distância em relação à média nacional também chama atenção. Enquanto a indústria brasileira cresceu 0,8%, a produção industrial do Espírito Santo avançou 17,7%, impulsionada principalmente pelas atividades extrativas.
O desempenho reforça a relevância da indústria ligada aos recursos naturais para a economia estadual. Os próximos resultados permitirão acompanhar se o ritmo de expansão será mantido até o encerramento de 2026.


