Brazil Potash eleva teor de potássio de 13% para 27% em testes com inteligência artificial no Amazonas

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A Brazil Potash Corp. anunciou resultados iniciais positivos em testes de uma tecnologia que combina inteligência artificial e transmissão de raios X para separar minério de potássio de diferentes teores. Os ensaios foram realizados no âmbito do Projeto Potássio Autazes, no Amazonas, em parceria com a empresa de engenharia ERCOSPLAN.

Na amostra analisada, o processo elevou a concentração de cloreto de potássio (KCl) de aproximadamente 13% para 27%. Já a fração descartada apresentou teor entre 1% e 2% de KCl. Segundo a companhia, os resultados indicam que a tecnologia pode permitir a separação prévia do material de menor teor antes das etapas convencionais de processamento.

Os testes dão continuidade ao programa anunciado em dezembro de 2025. A técnica utiliza equipamentos de triagem por transmissão de raios X, conhecidos pela sigla XRT, associados a sistemas de inteligência artificial para identificar diferenças na composição do material.

Tecnologia pode ampliar o aproveitamento do potássio em Autazes

Os ensaios foram realizados com minério de granulometria superior a aproximadamente 8 milímetros. De acordo com a ERCOSPLAN, entre 40% e 55% do material previsto para extração no projeto deverá apresentar tamanho acima desse limite.

Com base na amostra testada, cerca de 20% do material de menor teor pôde ser separado antes do processamento. A empresa avalia que a pré-concentração poderá abrir novas possibilidades para o aproveitamento do depósito mineral.

A Brazil Potash pretende realizar novos testes e estudos de engenharia e viabilidade econômica para determinar se a tecnologia poderá ser incorporada ao projeto. Uma das possibilidades é pré-concentrar o minério antes do processamento por lixiviação a quente, com potencial para elevar a produção sem a necessidade de construir um terceiro poço de mina.

Outra alternativa em análise é utilizar o método para viabilizar a exploração de áreas do depósito que apresentam menor concentração de potássio e que, nas condições atuais, não seriam economicamente atrativas. Caso a aplicação se mostre viável, essa estratégia poderá contribuir para prolongar a vida útil da operação.

A companhia ressalta, porém, que os resultados ainda são preliminares. Como os testes foram realizados com uma amostra de tamanho reduzido, os dados não podem ser considerados representativos do desempenho da tecnologia em uma mina operando em escala industrial.

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