BNDES prevê até R$ 50 bilhões para mineração estratégica

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pretende ampliar fortemente os investimentos em mineração estratégica no Brasil. A informação foi confirmada pelo presidente da instituição, Aloizio Mercadante, durante entrevista concedida a jornalistas em São Paulo para apresentar os resultados trimestrais do banco.

Segundo Mercadante, a expectativa é que os aportes e linhas de crédito destinadas ao setor possam alcançar até R$ 50 bilhões nos próximos anos, reforçando o interesse da instituição em áreas consideradas estratégicas para a economia nacional.

“Nós estamos trabalhando com a possibilidade de chegar a R$ 50 bilhões de investimento e de crédito nesse setor”, disse.

O movimento acompanha o crescimento global da demanda por minerais utilizados em tecnologias ligadas à transição energética, indústria de alta tecnologia e produção de fertilizantes.

BNDES amplia investimentos em mineração e tecnologia

Durante a apresentação, o presidente do banco afirmou que o BNDES vem promovendo uma mudança gradual em sua carteira de investimentos, reduzindo a dependência de setores tradicionais e direcionando recursos para áreas consideradas inovadoras.

Entre os segmentos citados estão fertilizantes, bioinsumos para o agronegócio, inteligência artificial, mobilidade aérea urbana — incluindo projetos de carro voador — além da indústria aeronáutica por meio da Embraer.

Mercadante destacou que a estratégia busca fortalecer setores com potencial de crescimento tecnológico e geração de valor para a economia brasileira nos próximos anos.

A mineração aparece entre as prioridades do banco devido à relevância de minerais estratégicos no cenário internacional, especialmente em um contexto de expansão das energias renováveis e da eletrificação da indústria automotiva.

Acordo entre Mercosul e União Europeia também entra na pauta do banco

Durante a entrevista, Mercadante também comentou o acordo comercial firmado entre Mercosul e União Europeia, que entrou em vigor de forma provisória no dia 1º de maio.

Para o presidente do BNDES, o tratado representa uma oportunidade de fortalecimento das relações econômicas entre os dois blocos em um momento de mudanças no comércio internacional.

“O acordo é uma oportunidade de a Europa olhar mais para o Mercosul e da gente olhar mais para a Europa”, afirmou.

Segundo ele, o avanço das relações comerciais pode ampliar oportunidades de investimentos, integração produtiva e abertura de mercados para empresas brasileiras.

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