Trabalhadores terceirizados enfrentam atraso salarial e bloqueio de acesso após fim de contrato com a ArcelorMittal; empresa afirma cumprir obrigações

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Cerca de 400 trabalhadores vinculados à empresa Evsa, prestadora de serviços para a ArcelorMittal, enfrentam atraso no pagamento dos salários de março e foram impedidos de acessar o local de trabalho na última quarta-feira (8). A situação foi denunciada pelo sindicato da categoria e gerou tensão entre funcionários e empresas envolvidas.

Trabalhadores relatam falta de pagamento e surpresa com encerramento

Segundo o sindicato, além do atraso salarial, os profissionais não teriam sido formalmente informados sobre o encerramento do contrato entre a Evsa e a contratante. A ausência de comunicação prévia aumentou a insegurança entre os trabalhadores, que foram surpreendidos ao tentar acessar o local de trabalho e encontrar restrições.

A entidade afirma que o caso envolve centenas de pessoas diretamente impactadas, o que amplia a preocupação com os desdobramentos sociais da situação.

ArcelorMittal confirma fim do contrato e transição de serviços

Em resposta ao portal Cidades & Minerais, a ArcelorMittal confirmou que o contrato com a Evsa está em fase de encerramento, seguindo um cronograma já definido previamente.

“A ArcelorMittal informa que o contrato comercial de prestação de serviços firmado com a EVSA está em processo de encerramento neste mês de abril, conforme o cronograma já previsto. Os serviços continuam sendo necessários e serão prestados por outras empresas selecionadas a partir de um processo de concorrência. A produtora de aço reforça que todas as suas obrigações contratuais seguem sendo cumpridas dentro dos prazos e condições estabelecidos, não havendo pendências.”

A companhia também destacou que a responsabilidade pelo pagamento dos trabalhadores é da empresa terceirizada, conforme previsto em contrato e na legislação vigente.

“Informamos ainda que a terceirizada é responsável pelo pagamento de seus colaboradores e fornecedores, conforme previsto na legislação e no contrato estabelecidos. A ArcelorMittal acompanha a situação, dialogando com o Sindicato dos Metalúrgicos do Ceará – Sindmetal e com a empresa terceirizada. Seguimos comprometidos com a gestão responsável da cadeia de suprimentos, pautada em critérios de governança, compliance e valorização das pessoas.”

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