Gerente de Comunicação da Samarco afirma que quanto mais o público conhece o setor mineral, mais positiva é sua avaliação

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Durante o painel “Comunicação e Reputação” na Exposibram 2025, Danieli Gaiotti, gerente-geral de Comunicação e Relações Institucionais da Samarco, apresentou dados da pesquisa Rap Track Mineração 2025, que revela uma correlação direta entre o conhecimento da sociedade sobre a mineração e sua avaliação do setor.

Segundo Danieli, quanto mais o público conhece o papel da mineração na economia e na transição energética, maior é o reconhecimento da sua importância.

Pesquisa revela percepção positiva com base no conhecimento sobre o setor

O levantamento, realizado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) em parceria com a consultoria RepTrak, mostrou um dado revelador: a reputação da mineração no Brasil é diretamente influenciada pela compreensão do público sobre o setor. “A informação é um instrumento poderoso. Quando as pessoas entendem o papel da mineração, seja na economia local ou na transição energética, a avaliação tende a melhorar”, afirmou Danieli. Contudo, apesar de um maior conhecimento, a pesquisa indica que a nota de reputação do setor ainda se encontra em nível intermediário, evidenciando que há desafios contínuos na construção de confiança pública.

A pesquisa apontou que dois dos atributos mais criticados da mineração são cidadania e conduta corporativa, áreas que precisam ser transformadas em ações concretas e comunicadas com transparência. Segundo Danieli, esses aspectos são cruciais para a melhoria da imagem do setor, e a transparência será a chave para aumentar a confiança do público. A executiva destacou que a comunicação eficaz é fundamental para que as empresas do setor possam melhorar sua reputação.

Estabilidade no ambiente de trabalho e oportunidade de diálogo

Outro dado importante da pesquisa é que, apesar da estabilidade nas condições de trabalho, a percepção pública sobre o ambiente de emprego no setor de mineração não apresentou grandes avanços, com uma variação positiva de apenas 0,1 ponto entre 2024 e 2025. Danieli também comentou que 55% dos entrevistados estariam dispostos a trabalhar no setor de mineração, e 52% afirmaram que falariam bem da mineração. Esses números indicam que existe um terreno fértil para o diálogo, mas a evolução continua sendo um desafio.

O painel contou ainda com a participação de especialistas, como Cristiano Monteiro Parreiras (Morro do Ipê), Linda Bezerra (Jornal Correio da Bahia) e Mara Fornari (Revista Brasil Mineral), que discutiram os principais desafios da comunicação e da imagem do setor mineral no Brasil. A participação ativa de diferentes vozes e a importância de uma comunicação transparente foram temas recorrentes durante o debate, evidenciando a necessidade de um esforço conjunto para melhorar a percepção pública da mineração.

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