Setor mineral sofre com variações climáticas extremas em 2025

Publicado em

As variações climáticas extremas de 2025 já estão deixando marcas profundas nos setores essenciais da economia, com ondas de calor e chuvas fortes gerando desafios sem precedentes para o setor mineral.

De acordo com a Climatempo, os fenômenos climáticos têm causado sérios impactos em áreas como construção civil, mineração, ferrovias, portos, saneamento e no próprio comportamento do consumidor, exigindo adaptação rápida das empresas para mitigar os efeitos.

Estresse térmico reduz produtividade e afeta saúde dos trabalhadores no setor mineral

O calor extremo tem gerado estresse térmico ocupacional, o que, segundo especialistas, afeta diretamente a produtividade dos trabalhadores no setor mineral. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a produtividade começa a cair quando as temperaturas ultrapassam os 24°C, e pode chegar a uma redução de 50% a partir dos 33°C.

Setores como construção civil, mineração e transporte ferroviário têm sido os mais afetados, uma vez que os trabalhadores nessas áreas estão expostos diretamente a condições climáticas adversas.

Chuvas intensas trazem desafios para infraestrutura e operação na mineração

Com a virada do mês de março, a chegada de uma frente fria trouxe uma pausa no calor extremo, mas também trouxe chuvas intensas, afetando diversas regiões do Brasil, especialmente o Sul, Sudeste, Norte e Nordeste. A consequência são alagamentos, deslizamentos de terra e instabilidade do solo, impactando severamente a construção civil, as operações de mineração e o transporte, com interrupções causadas por inundações nas ferrovias e quedas de barreiras nos portos.

A infraestrutura de saneamento também sofre com o excesso de chuvas, que pode sobrecarregar os sistemas de drenagem e contaminando reservatórios de água. No setor de varejo, as chuvas excessivas acabam reduzindo o fluxo de consumidores nas lojas físicas e, ao mesmo tempo, impulsionando o comércio eletrônico.

Com o aumento contínuo da temperatura global, que registrou um dos verões mais quentes da história, e a previsão de chuvas acima da média para o ano, é essencial que os setores impactados adotem tecnologias de monitoramento e ajustem suas operações para garantir a segurança dos trabalhadores e a continuidade dos serviços.

Além de lidar com as condições climáticas extremas, as empresas do setor mineral também devem focar em estratégias para adaptar seus modelos de consumo, considerando mudanças no comportamento do consumidor, como a maior demanda por produtos de climatização e bebidas em períodos de calor intenso.

A tendência é que, à medida que o aquecimento global continue a intensificar esses fenômenos climáticos, a adaptação se torne uma prioridade para as empresas dos setores vulneráveis, a fim de proteger suas operações e a saúde de seus colaboradores.

Matérias Relacionadas

Projeto da Vale prevê mais de 2 mil empregos e coloca Parauapebas diante de nova expansão da mineração

Projeto Alemão da Vale prevê mais de 2 mil empregos diretos na implantação de uma unidade de concentrado de cobre em Parauapebas, no Pará

Ferrovias batem recorde em 2025 e minério de ferro responde por 72% das cargas

Em 2025, as ferrovias brasileiras movimentaram 555,48 milhões de toneladas úteis, com o minério de ferro respondendo por cerca de 72% das cargas

Pará: Projeto Luanga prevê mina com capacidade para processar 10 milhões de toneladas de minério por ano

Projeto Luanga, localizado na região de Carajás, no Pará, prevê implantação de mina, unidade de beneficiamento e metalúrgica, com capacidade para processar até 10 milhões de toneladas de minério por ano

Mariana avança na política habitacional com construção de 352 apartamentos pelo Minha Casa, Minha Vida

Município assinou contratos para implantação de moradias populares e investimento de R$ 31,52 milhões em infraestrutura urbana; área também deverá receber novos projetos habitacionais

últimas Matérias

Terras raras no Sul de Minas atraem BNDES e podem movimentar R$ 3,5 bilhões em novo megaprojeto

Projeto Caldeira, entre Poços de Caldas e Caldas, pode ter participação do BNDES e prevê processamento de terras raras no Brasil em meio a acordo de R$ 3,5 bilhões da Lynas

ANM quer dividir fiscalização da mineração com estados e municípios e mira bilhões em royalties

A ANM quer ampliar a fiscalização da mineração com apoio de estados e municípios, monitorar barragens e empreendimentos e reforçar o controle da arrecadação da Cfem

Nióbio pode deixar carros mais leves e seguros e já representa 33% dos negócios da CBMM

O nióbio vem ganhando espaço na indústria automotiva por contribuir para a fabricação de...

Ternium investe R$ 25 bilhões no Brasil e comemora 20 anos na Bolsa de Nova York

Ternium completa 20 anos na Bolsa de Nova York, investe R$ 25 bilhões no Brasil e amplia aportes na Usiminas, no Rio de Janeiro e na formação técnica