Trump oficializa taxa de 25% sobre aço e alumínio; Brasil avalia quais medidas serão tomadas

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tomou uma decisão que promete repercussões globais ao assinar, nesta segunda-feira (10), uma ordem impondo tarifas de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio para o país. A medida afeta diretamente o Brasil, que figura como um dos principais fornecedores desses materiais aos Estados Unidos.

Impacto no comércio global de aço e alumínio

A imposição das tarifas, prevista para entrar em vigor a partir de 4 de março, foi anunciada após o presidente americano apontar a necessidade de proteger os produtores locais. Trump justificou a ação como uma resposta ao aumento das exportações de metais para o país, especialmente de “players estrangeiros”, que estariam prejudicando a indústria nacional. A decisão foi tomada com base na Seção 232 da Lei de Expansão do Comércio, que confere ao presidente a autoridade para aplicar restrições comerciais em nome da segurança nacional.

O impacto imediato da medida poderá afetar a economia brasileira, e o governo está avaliando como responder. Entre as especulações que circulam, surgiu a ideia de aplicar tarifas sobre grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos, como Google, Amazon e Meta. Porém, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, descartou essa possibilidade, ao afirmar que o Brasil não está considerando ações nesse sentido.

Essa medida de Trump faz parte de uma política comercial mais ampla e agressiva, que inclui também uma recente tarifa de 10% sobre as importações chinesas e ameaças de novas tarifas contra Canadá e México. O cenário global de comércio se vê, assim, diante de um novo embate econômico com reflexos para várias nações, incluindo o Brasil.

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